segunda-feira, 26 de março de 2012

Mitos e verdades sobre o MMA

PARA O SITE PODCULTURA

Colaborador de Pautas
Marcus Mota

O MMA (Mixed Martial Arts), em português “Artes Marciais Mistas”, é um esporte que tem ganhado um grande número de fãs e interessados no Brasil. Antes restrito aos canais pagos, começa agora a ganhar visibilidade graças às transmissões das lutas no canal aberto e a maior cobertura da imprensa. No entanto, muitas pessoas ainda possuem dúvidas sobre este novo esporte.
“É tão importante desmistificar o MMA, mostrar que o esporte precisa ser praticado com empenho e disciplina; pois, ele traz valores muito positivos para os lutadores como: respeito ao próximo, disciplina e dedicação”, afirma o faixa-preta de jiu-jitsu e praticante de MMA Eduardo Grimaldi, fundador da marca Naja Extreme.

  • UFC e MMA são a mesma coisa.
MITO: O esporte é o MMA (Mixed Martial Arts) ou “Artes Marciais Mistas” em que dois atletas praticantes de diversas artes marciais se confrontam. Já o UFC (Ultimate Fighting Championship) é um evento de lutas com regras e altíssimo nível de atletas.
  • No MMA é possível usar qualquer modalidade de Arte Marcial.
VERDADE: Normalmente, os atletas treinam mais de uma modalidade de luta como: boxe, jiu-jitsu, kickboxing, caratê, muay thai, judô, capoeira, Wrestling, Taekwondo, entre outras.
  • No MMA vale tudo, não há regras rígidas.
MITO: O MMA é um esporte com regras bem definidas, ou seja, precisa ser realizado em um espaço de luta (jaula ou ringue), tem número de rounds definidos, os atletas são divididos por categorias conforme o peso, sendo penalizados por golpes em regiões e situações não permitidas. Tudo isso para que haja uma luta segura entre os participantes.
  • Qualquer praticante de artes marciais pode ser um lutador de MMA.
MITO: Para ser um lutador de MMA é preciso ter pelo menos uma graduação máxima de alguma modalidade de arte marcial. Por exemplo: ser faixa-preta de jiu-jitsu ou muay thai, etc.
  • Os competidores devem lutar sempre com um protetor bucal e luvas.
VERDADE: Os Sparrings (protetor bucal) são indispensáveis nos treinos e lutas, pois servem para fixar a mandíbula, proteger os dentes, evitar cortes no lábio e, principalmente, para evitar o grande impacto causado pelo soco ou chute. Já as luvas precisam ser leves (de 4 a 6 onças – medida da espuma) e deixar os dedos livres. Uma curiosidade é que nenhum competidor pode usar suas próprias luvas. Elas devem ser novas e entregues em perfeitas condições pelo promotor do evento para serem aprovadas pela Comissão Atlética local ou serão substituídas.

·         O MMA instiga a violência.

MITO: “Nenhuma arte marcial incentiva a violência na rua. Disciplina, dedicação e o respeito ao próximo são os valores que o esporte transmite”, ressalta o faixa-preta de jiu-jitsu e praticante de MMA Eduardo Grimaldi. Assim como todas as modalidades de lutas praticadas, o MMA é um esporte com regras bem definidas. Ou seja, há manobras que são passíveis de advertência pelo árbitro e podem levar até a desclassificação do competidor. Além disso, os lutadores passam por exames antidoping e, antes mesmo de entrar no ringue ou jaula, passam por uma inspeção médica. Durante todo o combate, o árbitro acompanha bem de perto os golpes e há sempre um médico do lado de fora para atender as contusões.


Heleno, com Rodrigo Santoro, lança trailer e fanpage

PARA O SITE PODCULTURA



O longa Heleno, de José Henrique Fonseca, protagonizado por Rodrigo Santoro, ganhou trailer oficial e fanpage. A data de estreia foi alterada para 30 de março. O filme conta a história do jogador Heleno de Freitas (Rodrigo Santoro), dos anos 1940, auge de sua carreira, ao fim da década de 1950, quando morre em um sanatório. No elenco também estão Alinne Moraes, Angie Cepeda, Erom Cordeiro, Othon Bastos e Herson Capri.

O trailer está disponível na fanpage www.helenofilme.com.br e é possível fazer download através do link: files.me.com/duda/wbcx4s.mov

A fanpage www.helenofilme.com.br irá reunir conteúdo exclusivo sobre o filme, como vídeos inéditos dos bastidores das filmagens com entrevistas dos atores e equipe técnica, além de promoções e sorteios de brindes como camisetas do figurino e bolas retro autografadas pelo Rodrigo Santoro, kits de jogo de botão e ingressos. Os internautas também poderão acompanhar a cobertura de todos os eventos relacionados ao filme.

Heleno teve sua premiere mundial no Festival de Toronto, em setembro de 2011. Também foi exibido no Festival de Cinema Latino-Americano de Havana, em Cuba, em dezembro do ano passado, onde Rodrigo Santoro recebeu o prêmio de melhor ator. Em fevereiro de 2012, o longa foi exibido no Festival Internacional de Cartagena e terá sessão de gala no Festival de Miami, dia 4 de março.

SINOPSE:
Heleno de Freitas era o príncipe do Rio de Janeiro dos anos 40, quando a cidade era um cenário de sonho, cheio de glamour e promessas. Nos salões elegantes, Heleno era um homem bonito e charmoso. Nos campos de futebol, era um gênio explosivo e apaixonado. Ídolo do Botafogo, Heleno tinha certeza de que seria o maior jogador brasileiro de todos os tempos. Mas a guerra, a sífilis e as desventuras de sua vida desviaram seu destino em direção a um jornada de glórias e tragédias

FICHA TECNICA:
Brasil, p&b, 35mm, 106 min.
Direção: José Henrique Fonseca
Produção: José Henrique Fonseca, Rodrigo Teixeira, Eduardo Pop e Rodrigo Santoro
Roteiro: José Henrique Fonseca, Felipe Bragança e Fernando Castets
Direção de Fotografia: Walter Carvalho, ABC
Direção de Arte: Marlise Storchi
Figurino: Rita Murtinho
Maquiagem: Martín Macías Trujillo
Montagem: Sergio Mekler
Música: Berna Ceppas
Som direto: Jorge Saldanha
Desenho de som: Waldir Xavier
Mixagem: Michael Semanick e Rodrigo Noronha
Produção Executiva: Beto Bruno e Eliane Ferreira
Brasil, p&b, 35mm, 106 min.

Portal Podcultura


Colaborador de pautas
Marcus Mota

terça-feira, 13 de março de 2012

O personagem sai, mas a pergunta fica


Euforia, gritos, comemorações, tiros para o alto e mais um monte de manifestações de alívio e felicidade foram vistas ontem pelo Brasil: caiu Ricardo Texeira. 
Se você tem cérebro ou coração, ficou feliz com a saída do Texeira.
Porém, e agora? Quem estava comemorando ontem, sabe quem é o senhor de 79 anos que vai comandar a nossa maior paixão? 

Também não conheço o José Maria Marin, mas enquanto pesquiso vou compartilhando com vocês.
A pesquisa não começou bem. A primeira informação dele eu lembro.


Foi ele que “ colocou” sorrateiramente uma medalha de campeão no bolso. Medalha que depois ele disse ser sua, mas não ficou claro o porque de um movimento tão singelo para ter algo que era seu de direito.

http://www.youtube.com/watch?v=LkjnDI-UP-s

O pior é que esse foi o ápice do Marin nos últimos anos.

Aí, se você for bem informado vai pensar:
"É, ele pode não ter uma grande história no futebol, mas ele deve ser pronto para o cargo, afinal, já foi governador da maior cidade do país."
Isso mesmo! Ele já comandou São Paulo!
Em 1982 Marin assumiu o cargo de governador depois que o Maluf deixou o posto para se candidatar a deputado federal. Não sabia que ele tinha assumido porque era vice do Maluf né? 
Não é uma referência muito boa, mas estou vendo que ele está na política desde 1960. Deve ter algum outro bom 
momento.
Vamos procurar rapidinho. 


Década de 70, deputado estadual! Sabia que o Marin não ia nos decepcionar. Aposto que ele fez muita coisa pelo país.
Ih! Não sabia que ele tinha sido da Arena, partido político que comandou a ditadura militar no Brasil.
Não esperava essa, mas isso já faz muito tempo.Papo de década de 70, 80 não vale. 


Vou atrás de algo mais atual.


Candidato para prefeito de São Paulo em 2000. 


Deve ter chegado perto de ganhar, ido para o segundo turno, pelo menos.
Como assim 0,18% dos votos???Só isso?
Não é possível.
Vamos sair da política. Para ser vice-presidente da CBF ele tem que ter feito algo de bom. Deve ter mérito de chegar nessa posição.
Más notícias! Ele conseguiu o cargo por indicação do Marco Polo Del Nero, presidente da Federção Paulista de Futebol e que defendeu ele no caso da medalha.
O histórico dele pode não ser muito bom, mas depois de 23 anos de Ricardo Teixeira e vendo que ninguém queria mais ele no poder, o Marin vai fazer tudo de diferente, pelo menos isso.
É impossível alguém que quer o bem do futebol, apoiar o que o Ricardo Teixeira fazia.
O QUE??? Como assim ele falou que não vai mudar nada? Que conversa é essa de continuidade de trabalho?
Essa pesquisa foi boa, mas só tem mais uma coisa que eu continuo sem saber: O que estava todo mundo comemorando ontem?
Será realmente que o “Ricardo Texeira” saiu do comando da CBF?

segunda-feira, 12 de março de 2012

Volta do blog

Bom galera,

Andei viajando, voltei a faculdade, iniciei um estágio, então está um pouco mais difícil atualizar o blog constantemente.

Porééééém, agora vou tentar dar uma continuidade maior aqui, com assuntos que eu ache interessante, afinal o blog é para isso.

Até a próxima, assim que possível.

Abraços

domingo, 29 de janeiro de 2012

Que pena do esporte!


Hoje, eu senti pena do esporte. 
Sim, pena. Djokovic e Nadal fizeram uma partida inimaginável, surreal. Cinco horas e cinquenta e três minutos de batalha, cinco horas e cinquenta e três minutos de aula de tênis, cinco horas e cinquenta e três minutos de superação dos limites humanos.
Porém, tadinho do esporte. Ele não sabe reconhecer isso. Para ele, os méritos se dividem em campeões e vices.
Nós, não. Nós apreciamos tudo que uma final como essa tem para oferecer. Damos valor a lição de vida, aos sentimentos, aos ensinamentos e tudo de especial que Djoko e Nadal nos proporcionaram hoje.
E para não esquecer, apreciamos também uma das melhores partidas de tênis da história.
Um jogo como o de hoje não se trata só de slices, winners ou saques. Falar que foi um jogaço, a final mais longa de Grand Slam ou que os dois jogadores são fantásticos, é mais do mesmo.
Falar que o Djokovic ganhou porque se encontra hoje ligeiramente acima do Nadal, é coisa para o esporte fazer. Ele se preocupa com isso. Que pena dele.
Para nós não há perdedores. 
Não há dúvidas de que o Djoko mereceu ganhar. Mas o Nadal mereceu perder?
Todo mundo saiu vitorioso hoje: os atletas, nós que vimos em casa, o público na arena, os jornalistas, os que trabalhavam na organização do campeonato, todos!
Se achar que é injustiça com o Nole, o colocar no mesmo patamar que o Nadal, afinal ele ganhou nesse critério triste do esporte, que faça o Nadal campeão e o Djokovic um supercampeão.
Nada mais justo para o Super Nole.
Ah, mas na realidade o Nadal foi vice e o Djoko campeão.
Foi? É isso?
Talvez seja assim para o esporte. Para nós não.
Tivemos um supercampeão e um campeão. Dois guerreiros. Dois ídolos, Dois monstros da vida, acima do tênis.
O esporte não consegue ver isso. Só vê vitórias e derrotas. Tadinho dele!
Supercampeão, SuperNole

ARMANDO NOGUEIRA- MARACANÃ

MARACANÃ
Revejo, com saudade,
as bandeiras das tuas batalhas repartidas sobre o campo.
Revejo, com saudade,
a tua multidão que torce e distorce a verdade até morrer,
doa a quem doer.
Revejo, com saudade, as esperanças que se perdiam pela linha de fundo
no entardecer de cada jogo.
Quantas vezes foste a minha pátria amada, idolatrada,
salve, salve a seleção!
Quantas vezes a minha alma escapava de mim
e, sem que o árbitro notasse, aparecia na pequena área,
providencial, para fazer o gol da vitória.
Perdi a conta dos gols
que fiz com pés que nunca foram meus.
Saudade de certa lágrima de vitória
que, um dia, vi brilhar no rosto quase meu de uma criança.
Maracanã.
És a fantasia da paixão
que aproxima e divide:
louvor e blasfemia,
alegria e desdita.
És o gol de Gigghia,
celebrado com um minuto de silêncio à soberba nacional.
És o ignorado herói de uma tarde
cujo gol restou sem data
como se nunca houvera sido feito.
És gol de placa
que ninguém sabe ao certo como nasceu
mas que o tempo
vem tratando de fazé-lo cada dia mais bonito.
Gol de fábula.
És o craque que passa, sem pressa,
tecendo a promessa de gol com a bola nos pés
e os olhos na linha do horizonte.
És Gérson e Jair da Rosa Pinto
que tinham no pé esquerdo o rigor da fita métrica.
És Nilton Santos, futebol de fino trato,
na majestade e no saber.
És Zizinho, que conhecia, como ninguém,
todos os atalhos da tua geometria.
És Zico que driblava triscando a grama,
suave como uma pluma.
És a "folha-seca" de Didi,
fidalgo de rara nobreza
que tratava a bola como se trata uma flor.
És Ademir Menezes correndo, olímpico,
pelos indizíveis caminhos do gol.
És Carlos Castilho, santo goleiro
que fazia milagres pelos confins da pequena área.
És Pelé,
cujos gols eram tramados na véspera
(ele trazia de casa as traves e a bola do jogo).
És Garrincha que dobrava as esquinas da área
driblando Deus-e-o-Mundo
com a bola jovial da nossa infância.
Quanta saudade
daquele drible pela direita
que alegrava as minhas jovens tardes de domingo.
És, enfim, a vitória e a derrota,
caprichosa imitação da minha vida.
E porque és uma parte da minha memória,
seguirei cantando, comigo, a melodia de teu doce nome:
Maracanã, Maracanã.

Armando Nogueira 

O real adversário

Barcelona ganhou 5 títulos em 2011


Todo mundo sabe que o Barcelona é a melhor equipe do mundo. Todo mundo também sabe que o Real Madrid é o clube que mais se aproxima do futebol do Barça.
Apesar de ser o segundo melhor time, o Real vem passando por uma freguesia complicada para o seu maior rival, e disso todo mundo sabe também.
Se o Barcelona está muito acima de todos e dá pancada atrás de pancada no Real, como que o clube de Madrid já abriu 7 pontos de vantagem no Campeonato Espanhol?
Aí é que entra o verdadeiro adversário dos catalães e o maior pesadelo do Pep Guardiola: como enfrentar a desmotivação, comum e previsível, quando a equipe é MUITO melhor do que todas as outras durante um longo período de tempo.
Enquanto o Real Madrid, todo jogo coloca a vida em campo, o Barça vem pontualmente sofrendo com a falta de foco em alguns jogos. Principalmente quando os adversários são as fracas equipes da Liga Espanhola.
Isso não é uma crítica ao Barcelona. Essa desmotivação em algumas partidas, ainda mais as mais fáceis, é totalmente natural.
A maioria das grandes equipes da história enfrentaram esse problema, até mesmo as que tiveram rendimento muito abaixo do Barcelona.
Com 13 títulos nos últimos 16 campeonatos, todo mundo queria saber quando ia chegar esse momento, em que o Barça ia abaixar a guarda e abrir uma brecha para os adversários chegarem. E é nessa chance que o Real está acreditando.
Esse Barcelona faz parte de um dos melhores grupos de todos os tempos. Como não entrar em campo, em uma partida contra um Levante da vida, achando que vai ganhar fácil? Até porque, na maioria das vezes, não só ganha fácil, como massacra.
Quando o jogo é difícil, cercado de expectativa, entra em campo o verdadeiro e motivado Barcelona, ligado no confronto o tempo todo. Aí é show em cima do Manchester United, Real Madrid ( várias vezes), Santos e contra qualquer outro time que apareça pela frente.
Agora, quando a partida é mole, contra as famosas “ babas”, acabam ocorrendo alguns tropeços como contra o Espanyol, Real Sociedad e o de ontem, contra o Villareal, que briga para não cair no Espanhol.
Messi lamenta gol perdido ontem

Foi assim até contra o Real Madrid. De todos os clássicos recentes, o do meio da semana era o que parecia mais fácil. Crise interna no Real, Barça tinha ganho no Bernabeu e já não perdi para o rival, no Camp Nou, há quatros anos. 
Jogo mole? Muito longe disso. Foi, sem dúvidas, a partida mais difícil do Barça nos últimos anos, uma das poucas em que jogou pior do que o adversário.
Talvez em um torneio mata-mata como Champions, Mundial ou a Copa do Rei, ainda seja quase impossível ganhar do Barcelona. Porém, em um torneio longo como o Espanhol, o pesadelo do Guardiola começa a ganhar força e o título vai ficando próximo do Real Madrid.
Finalmente um adversário capaz de tirar um título importante do Barcelona.
Como vencer a desmotivação de uma das equipes mais vencedoras da história?