segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Campeão do futebol brasileiro de 2011

Vai parecer lugar comum, já sei, mas não tem como contar outra história. O clube de 2011 é o Vasco. Pode falar que é repetição, pode falar o que for, mas como falar algo diferente disto? O Vasco é o time do ano e o Vasco é o time do Campeonato Brasileiro, sim.
Isso ficou claro, mais uma vez, na vitória fantástica de ontem contra o Fluminense.
Com todo respeito ao Corinthians, que pode se sagrar o time mais competente do Brasileirão, mas o melhor time foi o Vasco. Ser o mais competitivo não é a mesma coisa que ser o melhor e isso é simples de entender: o futebol não é uma ciência exata.
Nem sempre o melhor ganha. Nós, brasileiros, sabemos disso. Acompanhamos a dor da perda do título já conquistado em 50 e a derrota da seleção de 82.
Futebol não é chegar fazer o gol e levar o troféu. Isso é muito pouco. Talvez em outras áreas o importante até seja somente conseguir o objetivo final, talvez até em outros esportes. Porém no futebol? No futebol não.
Aqui 2 + 2 nem sempre são quatro. Se forem 2 gols fora de casa podem ser 5. Os 3 pontos do empate não são iguais ao 3 pontos da vitória. Ganhar de 10 a 0 no Íbis vale muito menos do que o 1 a 0 sofrido sobre o rival.
Não são simples 90 minutos. É a emoção da semana. Acordar cedo e comprar o jornal. Tomar café e almoçar acompanhando as notícias do seu time na TV. E no caminho do estádio, ir ouvindo no rádio para escutar tudo aquilo que você já sabe. É respirar a partida em todos os instantes e de todas as formas possíveis.
Tudo isso faz ele ser o maior dos espetáculos. O jogo e o título também fazem parte? Claro, são o mais importante. Mas não são tudo. Se fossem, o futebol seria só um espetáculo, como outro qualquer.
O FUTEBOL é diferente. Não é igual ao soccer dos EUA. Para eles é só um esporte, para nós é um estilo de vida.
Por isso o Vasco foi o melhor do Brasileiro. Foi o clube que mostrou a paixão do futebol. Deu vida ao algo a mais desse “esporte”. O Corinthians merece ser campeão? Merece. Foi o melhor? Não.
Na verdade, foi burocrático, frio. Chegou lá, venceu, ganhou. Isso é ser campeão não é ser melhor. 
A história a ser contada é a do Vasco. Quando lembrarem de 2011 vão falar do Vasco. O Corinthians será citado apenas quando perguntarem quem foi o campeão brasileiro do ano.
Enquanto o Vasco venceu grandes jogos, teve grandes feito, grandes nomes, grandes histórias, o que o Corinthians fez? Simplesmente venceu. Isso é muito pouco para o futebol. Pode ser suficiente para o basquete, beisebol e até para o soccer. Porém, para o futebol não.
Vascaínos lotam o aeroporto na comemoração pelo título da Copa do Brasil
Se o campeonato vai ter emoção na última rodada, se os maiores clássicos do país, Vasco X Flamengo e Corinthians X Palmeiras, vão valer alguma coisa na última rodada é graças ao Vasco e a seu espírito vencedor.
Estou escrevendo isso uma rodada antes para não falarem que é torcida pelo clube carioca ou anti-Corinthianismo. O Vasco pode ser campeão. É difícil, mas possível. 
Só que esse texto é justamente sobre isso. Não importa quem ganhará o Brasileiro. Pode até ser o Corinthians. No máximo, o time paulista vai ganhar a série A, o Vasco ganhou o ano de 2011.

sábado, 26 de novembro de 2011

Por que, Pelé?

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/santos/noticia/2011/11/pele-assina-com-santos-para-ser-o-garoto-propaganda-do-centenario.html

A notícia é sobre um contrato assinado para o Pelé ser o garoto propaganda do Santos durante um ano.
O que me chamou a atenção é a necessidade do clube e o ex-jogador firmarem um documento para uma relação como essa. Se for necessário judicialmente, me assusta o prazo do acordo ser só de um ano.
Relevando o desconhecimento jurídico, esse fato me reacendeu o pensamento sobre o suposto amor a camisa existente no futebol antigo.
Escreverei sobre isso, mas como não tenho o texto pronto ainda não me alongarei a respeito do assunto. Só gostaria realmente de propor uma reflexão sobre essa questão. 
Tenho dúvidas sobre esse dogma de que hoje em dia não há amor á camisa como antes. Sinceramente não sei nem se havia esse sentimento antigamente, o que seria necessário para representa-lo e nem se há atualmente. Mesmo faltando uma opinião definida, umas das certezas que eu tenho em relação a esse assunto é que há um saudosismo quando falamos sobre o tema.


A notícia de uma personalidade como Pelé necessitar de um contrato de um ano para ser garoto propagando do Santos por um ano passa despercebido, mas vamos refletir, para que contrato? Por que um ano? 


Só sugiro uma mudança de postura para pararmos de repetir o que ouvimos, fatos desconhecidos para nós. Vamos analisar os ex-jogadores da mesma forma que fazemos com os atuais e então chegarmos a uma conclusão.


É polêmico e ainda escreverei um texto sobre isso, enquanto isso, pensemos sobre o contrato entre Santos e Pelé.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

COM TUDO QUE TEM DIREITO

Ontem foi dia de clássico mundial. Milan x Barcelona tem mais de 20 títulos europeus em campo e isso já explica muita coisa. Se você não entendeu, pense que um monte de brasileiro parou o seu dia para ver uma partida da fase de grupo da Liga dos Campeões da Europa e que ainda por cima não ia alterar em nada a classificação. Deu para ter uma noção da qualidade do confronto?
 Não? Então, imagine algo necessário para uma partida seja considerada um jogaço.
Teve golaço, dribles geniais, lançamentos perfeitos, raça dois times e muita aplicação tática? Teve.
Ah, mas e craque brasileiro, argentino, holândes, espanhol e até sueco? Também teve. Se tinha tanto jogador consagrado deve ter faltado uma revelação, candidato a futuro ídolo de algum dos dois lados. Thiago Alcantra estava lá para resolver isso.
Com o nível tão alto não deve ter tido aquela jogada bizarra, para divertir os torcedores. No primeiro tempo Robinho perdeu gol sem goleiro e outra exigência sanada. Tudo bem, teve todo necessário dentro de campo, mas e fora dele? Aconteceu algo para apimentar o jogo?
Polêmica entre o principal jogador de um time e o técnico do outro serve? As discussões entre os dois duram mais de um ano, e são o tema principal da biografia lançada pelo jogador. Para se ter uma noção da repercussão dessa briga, o livro de Ibrahimovic já é best-seller na Suécia.
Você deve estar quase convencido, mas não pensou no mais importante. E a emoção, como foi o jogo? Bom, o time da casa saiu atrás e depois empato. Tomou outro gol e buscou o empate com um golaço. Depois sucumbiu e foi vencido pelo visitante.
Lembrando que nesse caso, o visitante é o atual Barcelona, para muitos uma das melhores equipes da história. O mandante não é nada menos que o Milan, campeão italiano e um dos times de mais tradição da Europa.
Dentro dos 90 minutos, o confronto parecia uma final. Na verdade, foi bem melhor que a última final da Liga dos Campeões. Ao contrário do Manchester e da maioria, o Milan tentou partir para cima do Barcelona. Marcou no meio campo, correu muito e com a bola no pé jogou muito.
Ibrahimovic, Boateng e, principalmente, Seedorf jogaram muito. Tocaram bem a bola, chegaram com perigo, armaram muito bem o Milan. No sistema defensivo, Thiago Silva e Nesta formam uma das melhores duplas de zaga do mundo. Abbiati agarrou muito.

Ibra chuta para marcar o primeiro do Milan

Se todo mundo jogou tão bem, por que perdeu?
Simples. A razão é o adversário ser um time inacreditável. O Barcelona não fez uma partida excepcional, jogou na sua média. E jogar na média do Barça é um problema para os adversários. Quando a equipe está mal dá para vencer, mas as atuações regulares de jogadores como Xavi e Messi, e o que vem jogando o jovem Thiago Alcantra é um absurdo.
Messi é o melhor do mundo disparado. Xavi, além da fantástica visão de jogo, tem 116 partidas na Liga dos Campeões da Europa, o mais experiente dos jogadores em atividade, o que já evidencia uma diferença para os demais. Thiago vem entrando esse ano no time, mas já enfrenta uma partida assim como se fosse um veterano, sem contar o seu potencial.
Por isso é difícil ganhar o Barcelona. Não adianta jogar muito, tem que jogar mais do que eles, e aí complica.
Ontem foi clássico, com tudo que tem direito, e ainda bem que alguns sortudos pararam de fazer suas coisas para apreciarem essa partida, assim como eu.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

AULA: MURICY



TEXTO RETIRADO DO BLOG DO RICA PERRONE. MUITO BOM!

Como fiz há alguns anos e aprendi muito, resolvi fazer de novo e dividir com vocês, possíveis interessados em aprender o que aprende um treinador iniciante em seu curso.  O curso de técnicos de futebol é feito pelo sindicato dos treinadores de São Paulo, dura 5 dias e tem diversas palestras e atividades.
Esta semana farei o curso e dividirei com vocês o que de mais relevante for feito e dito por lá. Assim, de alguma forma, vocês também aprenderão o que eu vou aprender.
O curso é pra cerca de 100 pessoas e terá, nesta edição, palestras de Muricy, Renê Simões, Jorginho (Lusa), Parreira, W Joaquim de Morais e outros tantos. Ao menos os mais importantes eu vou dividir com vocês.
Na “sala de aula” tem, como sempre, ex jogadores afim de seguir carreira. Hoje encontrei César, ex-zagueiro da Lusa e Cocito, aquele.
A primeira aula, após cerimonia de abertura com hino nacional e tudo, foi do professor Muricy Ramalho, “meu ídolo”.
Sua palestra é rica em filosofia. Ele a faz por tópicos e não surpreende muito no que ensina. Sabemos bem quem é Muricy e o que ele pensa, não foge do personagem que assistimos na tv há anos.
Focado em 99% do tempo em evitar erros, sua aula é uma aula de defesa, de detalhes e de como anular o adversário. Assim como vi em 3 anos de SPFC, a preocupação ofensiva é quase nenhuma na parte tática. O que diz respeito ao ataque fica em bola parada.
Muricy abre sua aula em tópicos. Vou tentar segui-los a risca.
Preparado
O professor explica que todo ex-jogador se acha preparado para assumir o cargo, mas não é assim. Fala da importância de aprender e de se preparar para encarar a profissão. Cita que em 95, quando Parreira chegou ao SPFC, recusou oferta do Atlético PR para assumir o time principal porque achava que era mais inteligente aprender com o atual campeão do mundo.
Muricy menospreza o dinheiro em seu discurso o tempo todo. Dá a impressão de ser um sujeito apegado apenas ao futebol e livre de qualquer desejo material. De olhos fechados eu diria que é o Chico Xavier do futebol. Abrindo-os, só o Muricy.
Estudar sempre
Diz que é preciso estar o tempo todo vendo jogos e tendências do futebol para não ser pego de surpresa jamais. Jogadores, times, etc. E diz que quando vê uma entrevista de um técnico dizendo que “não conhece bem o adversário”, fica bravo.
Comando e relacionamento
Insiste boa parte de sua palestra nisso. Fala em como controlar o time e repete exaustivamente que o comando do grupo é altamente importante pra qualquer trabalho. Por outro lado, é contra se relacionar com jogadores. Cada um faz o que bem entender, sua relação é apenas no campo.
Organização e Planejamento
Citou o exemplo do Santos, que desde que venceu a Libertadores sabe o que está fazendo. Citou bastante o fato de sempre ter tudo sob controle e a importância em planejar a temporada. Aproveitou para detonar os dirigentes e seus “planejamentos” mentirosos, onde tudo parece feito pra 12 meses desde que 2 derrotas não mudem tudo. Criticou o Botafogo pela demissão do Caio Jr. faltando 3 rodadas.
Convicção, não teimosia
Sim, o tópico era este. Se disse convicto no que faz. Disse que mesmo em dúvida, deve sempre ter convicção do que está fazendo.  Deu a entender que, mesmo que não saiba, mostre parecer saber o que está fazendo. E depois fez um discurso sobre teimosia que não convenceu ninguém. Afinal, sabemos, se há um teimoso no futebol é o Muricy. Quando ele enfia um meia na lateral não tem Cristo que tire. Mas ele não assumiria isso, óbvio.
Ser treinador, não “tudo
Aqui começa o festival de indiretas pro Luxemburgo. Diria, e comentei após o curso com o colega Marcelo Bechler da Rádio Globo que o Muricy é o extremo oposto do Luxemburgo. A única grande diferença é que há 15 anos o futebol privilegiava o Luxemburgo, hoje, mais pragmático e feio, privilegia o que acredita e prega o Muricy.
Falou que não se interessa por estrutura, grama, nada! Quem cuida disso são os responsáveis por isso, não o técnico. Disse até que na conversa que teve com o presidente do Santos combinou: “Você cuida do seu clube e eu cuido do seu time”.
Foco
Repetiu tudo que disse no tópico anterior. Foco, nada de pensar na grama, nada de palestras por ai, nada de virar celebridade e de ficar muito vaidoso.
Entre um tópico e outro…
- Elogios ao Parreira, seu professor.
- Confirmou que suas referências são Minelli e Parreira. Não o Telê.
- Lambeu o futebol europeu e sua incrível organização.
- Citou que bom é o Arsenal, que não ganha nada e mantém o técnico.
- Disse que começar de cima não costuma dar certo.
- Despreza e ironiza bastante o lado motivacional dos técnicos com seus times. Para ele, pura bobagem. ]
Muito treino e repetição
Muricy diz que seu time é vencedor porque treina muito e repete jogadas até acertar.
Motivação
Novamente entra no tema pra dizer que quem está num time grande ganhando o que ganha não precisa motivar. Bobagem, ele sabe que é bobagem. Segundo ele, quando dá certo, usam isso de motivo. Quando dá errado, ninguém fala nada. Na real Muricy não tem o preparo ( e assume isso) para lidar com o psicológico dos jogadores. Assim sendo, se desfaz do método para não reconhecer uma falha.
Preleção
Cita a importância de dar tudo pro time. Os dados do adversário, como será a bola de escanteio, a bola parada, a formação e os dados até do juiz. Usa poucos números, muita informação simples para que os jogadores entendam.  Na tela ao lado, a foto mal tirada por mim do que ele explica sobre a zaga do Penarol pro time do Santos antes da final.
 ”Todos” no Brasil são técnicos
Aquele alerta básico para dizer que seja o que for que você fizer sempre terá um técnico monstruoso na arquibancada ou na imprensa pra dizer que faria melhor e que você está louco. Pede que ignorem isso e cita que a paixão pelo futebol é exatamente a sensação de que todos sabem o suficiente pra discuti-lo.
Contrato e seleção
Repetiu a história que deixou nas mãos do Celso Barros a ida pra seleção. Ele disse “não”, e ele ficou.  De novo, insisto, fez enorme uso de marketing pra transformar a recusa DO CLUBE numa recusa pessoal e virar “o cara que ficou pra ser campeão”. Na real, “ficaram com ele”. Muricy disse SIM a seleção.
 Comparação entre técnicos brasileiros e europeus
Uma exaltação pior do que as minhas com jogadores.  Segundo ele, os de lá não precisam fazer nada. Bons são os daqui que se viram com o que tem, dirigente ruim e planejamento zero. Lá, segundo o mestre, é só pedir 10 craques que vem. Ou seja, para ele existem 8 clubes na europa. Mas, enfim, não acho importante essa comparação mesmo…
Desgaste dos técnicos
Ele se contradiz um pouco aqui. Fala que desgasta, que relacionamento é complicado, diretoria, elenco, imprensa… Mas, o mesmo cara que dizia que ficar 2 anos num clube já é bastante, ficou mais de 3 no SPFC . Exalta que o Arsenal tem o técnico há 5 anos e… lá não desgasta?  Enfim, uma tese meio perdida em argumentos.
Considerações finais:
Sem medo de errar, Muricy é o sujeito que olha todas as possibilidades de dar errado e as cerca. É esse seu trabalho, é só isso que ele demonstra. Ele foca 99% do relatorio rival onde é preciso pará-los e não onde agredi-los.  Foca em todos os possiveis erros a serem evitados, nunca nos acertos a serem criados.
Muricy é sim um técnico “retranqueiro”. Sua tática de jogo é claramente “anular o adversário” e resolver num detalhe, numa bola parada ou num craque como Neymar.
Funciona? Funciona.  Eu não gosto. Acho covarde, mas é pessoal. Você pode achar o máximo, eu acho péssimo pro futebol esse tipo de jogo.
Muricy parece uma pessoa menos dona do mundo no Santos. Praia, menos pressão e o título do mata-mata deram paz a ele. Agora ele se preocupa em atingir apenas o Luxemburgo, não mais a todos os demais técnicos como há 4 anos quando fiz o curso pela primeira vez.
Você sai de lá tendo assistido ao anti-Luxemburgo. O sujeito que parece ter como linha fazer tudo ao contrário do que o técnico rubro-negro faz. Ele cansa de colocar situações e dizer “eu não”, onde claramente sabemos “quem sim”.
A interpretação que faço é que o futebol que aceitava o futebol do Luxemburgo acabou e veio esse futebol moderno, chato, pragmático e consagrou técnicos com essa filosofia. Não se esqueça que o Tite lidera o Brasileirão, o Roth ganhou a Libertadores em 2010 e o Muricy é o técnico que “ganha tudo” no futebol brasileiro hoje.
Ou seja, algo mudou. Ou eles fizeram um pacto e resolveram virar gênios juntos? Meio clara a resposta.
Muricy tem muito cuidado com tudo. Ele cerca até o lateral adversário. E se der, com a bola, o time dele se vira pra fazer o gol. Sem exagero, é possível dizer que a preocupação ofensiva do Muricy beira o 1%. E este 1% é bola parada.
Boa palestra, boas dicas, muito auto-elogio, muito menosprezo com o que discorda e um bom humor incomum com as pessoas antes e depois.
Este foi Muricy.
Amanhã tem mais. Aprenderemos juntos.
abs,
RicaPerrone 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Com a cara do Corinthians

Se alguém pedisse para definir a história do Corinthians em uma palavra, escolheria “sofrida”. Não no sentido de tristeza, mas para lembrar a raça, a garra e que nada é fácil para os fiés corinthianos.
Foram sofridos os 23 anos sem títulos até 1977. Foi sofrida a queda para a série B. Foram sofridos seus 110 anos sem estádio. E foram sofridas todas as outras derrotas, dentro ou fora de casa, justas ou injustas, momentos que a torcida corinthiana abaixou a cabeça e tirou do fundo da garganta um improvável grito de timão. 
As vitórias não foram diferentes. Foi sofrido o mesmo título de paulista de 1977, com o gol do Basílio aos 36 do segundo tempo, tirando o time da maior fila de sua história. Foi sofrido o título mundial em cima do Vasco, com a vitória nos penaltis. Foi sofrido qualquer um dos inúmeros títulos do Sport Club Corinthians.
Esse ano foi especialmente sofrido. Depois do centenário sem títulos, veio a esperança com 2011. Sofrendo muito, o clube foi o primeiro brasileiro da história, a ser eliminado na pré-Libertadores, derrotado pelo modesto Tolima.
Sofrendo, o clube foi vice do campeonato paulista para o Santos de Neymar e dessa forma voltou sua atenção para a única competição restante, o campeonato brasileiro.
Nove vitórias em dez jogos, mais de 90% de aproveitamento, título fácil? Isso não é Corinthians. Com aquele toque típico, o clube entrou em crise. Os resultados pararam de vir e outras equipes entraram na disputa de um campeonato que parecia ganho no início.
O Brasileirão afunilou e o sofrimento passou a ser marca de todas as rodadas. Foi assim na vitória de virada contra o Avaí. Também foi dura a derrota para o então lanterna América-MG, tomando um gol aos 40 do segundo tempo.
E na base da garra, do sofrimento, o Corinthians havia conseguido uma vitória fantástica contra o Atlético-MG no primeiro turno. Em Minas, o Galo ganhava por 2 a 0 e tomou a virada por 3 a 2, mais 3 pontos tipicamente corinthianos. 
Hoje, de novo no último minuto, no último suor, no último grito da torcida. De novo Coritnhians e mais um passo rumo ao título brasileiro.
Tem uma brincadeira entre torcedores que é imaginar a vitória da forma mais bizarra possível. Alguns falam em gol do goleiro, outros em gol de bicicleta do zagueiro. Na atual fase, acho provável algum “ vidente brincalhão” ter sentenciado “ gol do Adriano aos 45 do segundo tempo de virada”.
Foi exatamente assim. Virada, 2 a 1, sofrido, brigado, Corinthians. 
Não importa se joga melhor, se é mais regular, se tem melhor ataque ou melhor defesa ou se é o mais bem preparado. O que vale é que sofrendo, batalha por batalha, o Corinthians vai chegando mais perto de um título com a sua cara.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pai Marquinhus

São Paulo x América-MG=> Empate

Vasco x Avaí=> Vitória do Vasco

Grêmio X Ceará=> Vitória do Grêmio

Corinthians X Atlético-MG => Vitória do Corinthians

Botafogo x Internacional=> Empate

Cruzeiro x Atlético-PR=> Vitória do Cruzeiro

Atlético-GO x Flamengo=> Vitória do Atlético-GO

Figueirense X Fluminense=> Empate

Coritiba X Santos=> Vitória do Coritiba

Bahia X Palmeiras=> Vitória do Bahia

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O prazer de ser Fluminense

O Fluminense gosta do difícil. Se for fácil, não tem graça, não vale a pena lutar. Quando é complicado, pode até não conseguir o objetivo, mas se o alcançar, o êxito e a satisfação são muito maiores.
Foi assim em 2008 na Libertadores. Foi assim em 2009 e 2010 no Brasileiro. Está sendo assim esse ano e foi assim ontem.
Dificilmente o Fluminense ganhará o Brasileirão. Como não ganhou a Libertadores. Isso não importa. Para os tricolores, o que vale é fazer o impossível no dia-a-dia, uma vez atrás da outra, sem ligar para matemática, previsões ou probabilidades.
Conseguir o que ninguém é capaz, o que ninguém espera é tão ou mais divertido do que ganhar campeonatos. Se você discorda não é tricolor. Você pode achar necessário ser campeão, mas para o tricolor não é só isso. Ele gosta de questionar todos, de calar os matemáticos.
Óbvio que o torcedor do Fluminense quer ganhar títulos, zombar dos rivais e saber que é o melhor. Mas acima de tudo, qualquer torcedor quer ser feliz, e o Fluminense faz isso a cada resultado inesperado, cada gol improvável e cada previsão contestada. 
Mais que título, o clube carrega alegria do surpreendente. A alegria de renascer e do inexplicável. O tricolor leva uma alegria única, só sua, e qual é o objetivo do futebol, se não levar a alegria que sobra ao torcedor do Fluminense?
Vai ser campeão? Não sei. Conquistou algo esse ano? Não. Apesar disso, o tricolor hoje está mais feliz que o Corinthiano (líder do Brasileiro), mais feliz que o Vascaíno (campeão da Copa do Brasil) e muito mais feliz que o Flamenguista (campeão carioca invicto). Afinal, vale mais ser campeão ou ser tricolor?
O Brasileirão pode não ser conquistado esse ano, mas foi ano passado. Não ganhou o carioca esse ano, mas já foi campeão desse torneio 30 vezes. E se ainda não tem o título da Libertadores, inevitavelmente o terá, afinal, nada é inalcançável para o Fluminense.
Ninguém pode falar que o clube está morto ou derrotado. O time não vence os adversários, vence o impossível. As vitórias épicas do Fluminense transcendem ao esporte. Cada tricolor aprendeu a esperar de tudo. Aprendeu a não desistir em nenhuma situação. Aprendeu que se acreditar e se esforçar tudo é possível. Afinal, eles são Fluminense.

O Fluminense é um clube diferente. O título ficou muito difícil com os últimos resultados do Corinthians, mas do time carioca se pode esperar tudo. Ninguém pode duvidar do Fluminense nunca. Quem está dizendo isso não sou eu. É 2008, 2009, 2010, 2011 e, por último, o Grêmio.
Fred comemora um dos 4 gols na vitória épica de ontem

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pai Marquinhus

O chutomômetro da próxima rodada está ligado.  Segue abaixo a lista o que todo mundo quer saber:
Fluminense x Grêmio- Vitória do do Fluminense
Internacional x Bahia- Vitória do Internacional
Atlético-PR X São Paulo- Empate
América-MG x Botafogo- Vitória do Botafogo
Palmeiras X Vasco- Vitória do Vasco
Avaí X Cruzeiro- Vitória Avaí
Ceará X Corinthians- Empate
Santos X Atlético-GO- Empate
Flamengo X FIgueirense- Vitória Figueirense
Atlético-MG X Coritiba - Vitória Atlético
Se acertar 5 já vou começar a cobrar pelas previsões.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Para que descansar?

Depois da virada heróica de quarta todo mundo falou que o Vasco sentiria o cansaço contra o Botafogo. Se enganaram. Sabe por que? Porque o Vasco quer ser campeão de tudo. Quem quer ganhar de verdade não sente o mesmo cansaço dos que só disputam.
Ano passado, Real Madrid e Barcelona fizeram 3 jogos em 10 dias. Em nenhum deles teve jogador poupado. Os dois queriam ganhar todas as partidas. Jogaram no máximo sempre, assim como o Vasco vem fazendo.
É simples. Enquanto os clubes entrarem em duas competições priorizando uma delas, os jogadores não vão entender que devem querer ganhar tudo. Não é culpa deles, é a ordem dada. A ambição passa a ser diferente, a gana pela vitória também, e isso não é um interruptor que se liga e desliga alternando os campeonatos. Uma vez desligado, desligado está.
O Vasco não, pensou grande, como deve ser, e os jogadores entenderam. A torcida concordou. Se uniram e vão buscar mais duas conquistas. Podem vir as 2,  uma ou até nenhuma, mas, com certeza, o torcedor vascaíno vai acabar o ano orgulhoso.
Por isso os jogadores não sentem cansaço, a vontade é maior que tudo, como o torcedor gosta.
Confesso não ser fã do técnico Cristóvão. As vezes retranqueiro, demora para mexer e sempre com as mesmas substituições. Quando vi a escalação da equipe para hoje, sentenciei mais um erro. Time sem centroavante? Por que isso?
Queimei a língua. O que se viu no Engenhão foi um Vasco exemplar em campo. Se na quarta ganhou na raça, hoje ganhou na bola.
O Botafogo não foi de todo ruim. Tentou alguma coisa, mas não teve chance. O Vasco esteve bem demais, foi um daqueles jogos que se coloca no DVD do ano de 2011.
O time sem centroavante pode até ter perdido poder no ataque, mas sobrou no meio campo. O Botafogo tocava bola de um lado, tocava do outro, mas não conseguia sair do seu campo de defesa. Quando tentava avançar um pouco o Vasco roubava e encaixava o contra-ataque.
Assim fez o primeiro com Felipe Bastos. Assim perdeu chances claras com Éder Luís e Diego Souza. Assim foi criada a jogada do penalti perdido pelo camisa 10, ainda no primeiro tempo.
A etapa inicial acabou 1 a 0, mas podia ter sido 3 fácil. 
No segundo tempo, continuou a mesma coisa. O Botafogo tentava, mas esbarrava na brilhante atuação do Vasco. E o jogo ficou assim, com o Vasco mais perto do segundo do que o Botafogo do primeiro, até aos 14, quando o Dedé resolveu a partida.
O Botafogo saía no contra-ataque. Dedé roubou a bola, deu um lindo drible e armou a jogada tocando-a para Rômulo. O volante abriu para Felipe Bastos que com um cruzamento perfeito achou Dedé dentro da área. O zagueiro, e ídolo da torcida, testou com vontade e acabou com qualquer esperança de reação do adversário.
O Vasco diminuiu o ritmo, deixou o Botafogo tocar a bola na defesa, passando o tempo do jogo. Aos 31 Rômulo foi expulso, mas tudo continuou na mesma. O Botafogo trocava passes no seu campo e o Vasco marcava com perfeição. Quando o Botafogo tentava apertar, o Vasco tomava a bola.
Assim, dominado, o jogo acabou com uma aula cruzmaltina. O dois a zero ficou de bom tamanho para o Botafogo. A equipe do Vasco toda esteve em uma noite inspirada.
Jumar, Renato Silva e Rômulo não perdiam na marcação. Felipe Bastos apertava muito bem a saída de bola do Botafogo e aparecia na frente com perigo, fazendo inclusive o primeiro gol e o cruzamento para o segundo. Allan e Fágner ganhavam tudo no lado direito, infernizando a vida do Botafogo. Éder Luís pode não vir muito bem tecnicamente, mas correu muito sendo importante nos contra-ataques. Até Diego Souza, que foi o pior do time em campo, teve importância na marcação no campo do Botafogo. 
Sentiu falta de alguém? Felipe e Dedé merecem uma atenção especial.
Felipe sabe tudo de bola. Ele é íntimo dela. Quando ele quer jogar é o que se viu hoje. Um desfile de técnica, dribles e inteligência. Azar do Loco Abreu, que levou uma caneta no mínimo constrangedora.
Já Dedé não há palavras. De novo, melhor em campo. De novo gol, de novo dribles, de novo passes para colocar o companheiro na cara do gol e de novo ajudou a comandar o meio campo. 
Ele não é zagueiro? Sim, mas o papel dele como defensor deixei para o final. De novo desarmes limpos, de novo antecipações precisas e de novo tempo de bola espetacular. De novo jogo perfeito, de novo Dedé melhor em campo.
Felipe Bastos também merece destaque com uma partida bem acima da média, fazendo um belo gol e dando um excelente passe no segundo.
O Botafogo não chegou a ter muitos destaques negativos, apesar da inferioridade em campo. As peças foram bem anuladas. O maior problema do time é a marcação no lado do Cortês, ou melhor, a falta de marcação no lado do Cortês.
O Vasco pode até não ganhar o Brasileirão ou a Sul-Americana, futebol é assim mesmo, mas pergunta para a torcida do Vasco se esse time, para ela, já não é o campeão de 2011.

Normal

O Flamengo perdeu para o Coritiba. E daí?
A torcida até acreditava e esperava a vitória, afinal ela era necessária para o clube continuar brigando pelo título. Os apaixonados da arquibancada podiam achar que iam ganhar o jogo, mas sejamos realistas, era muito difícil. Com a derrota, resta ao rubro-negro brigar pela vaga na Libertadores, da qual estaria fora se o campeonato terminasse hoje.
Todo mundo sai derrotado do Couto Pereira. Fluminense e Corinthians perderam de pouco. Vasco e Botafogo tomaram de 5. Por que o Flamengo ganharia?
O Flamengo tem um super time? Não. Ronaldinho vem em uma grande fase? Não. Coritiba 2 x Flamengo 0 era o resultado mais fácil de se acertar nessa rodada.
Vanderlei até tentou fazer sua equipe jogar para a frente. Deixou Thomás no time titular enquanto Renato e Airton ficavam mais presos. Mas Thomás é só um menino. Muita pressão, jogo dificílimo e ele sumiu. Não que seja estranho isso, totalmente natural. Luxemburgo sabia disso e quis apostar. Só a vitória interessava na briga pela ponta.
Ele viu que não deu certo e mexeu. Tirou o menino e pôs o Willians ainda no primeiro tempo, não adiantou. Nada adiantaria. É difícil jogar lá. O Flamengo teria que estar em um dia iluminado para voltar para o Rio com os 3 pontos. E como todos vimos, não estava.
O Coxa dominou desde o início. O primeiro tempo acabou 2 a 0. Ainda assim o mais impressionante é número de finalizações da primeira etapa: 9 do Coritiba e 0 do Flamengo.
A torcida ficou reclamando de um pênalti em Ronaldinho Gaúcho. Realmente foi MUITO pênalti. Óbvio que o árbitro errou, só que não mudaria a partida. Se apegar a isso é tentar apagar os erros do time.
O jogo acabou 2 a 0 porque o Coritiba passou a administrar a partida. Se tivesse apertado, no 2 a 1, partiria para cima e faria mais. 
Tudo bem, é normal ter dificuldades lá.
Assim como é normal esse time do Flamengo disputar vaga na Libertadores e só. Não tem futebol para ser campeão.
A reclamação deve ser em torno do trabalho feito durante todo o ano. Em momento algum o Flamengo encantou, mesmo tendo um time com um investimento altíssimo. Luxemburgo está há mais de um ano no comando e a zaga não acerta nunca. E aí? Isso vale reclamar, não sobre o jogo de hoje.
Com o que o Flamengo joga deve brigar para ir á Libertadores, mas não pode uma equipe com essa folha salarial, com o tamanho do Flamengo, atuar dessa forma a temporada inteira.
Placar mais do que esperado, domínio mais do que esperado e discurso mais do que esperado do Luxemburgo em brigar pela Libertadores.
O Flamengo entrar em um campeonato para ficar entre os 5, e não para ser campeão, isso sim, não é nada normal.

domingo, 13 de novembro de 2011

Sábado da esperança

Pelos resultados de ontem, achei interessante colocar os textos do Fluminense e Figueirense juntos. Pela ordem de importância, evidentemente, vamos primeiro com o carioca.
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Acabou a esperança.
Calma gente! Não é a esperança do Fluminense ser campeão brasileiro, porque essa está vivíssima, mas a esperança do time realmente merecer isso. Ser campeão porque ganhou de todo mundo, atropelou e não dependeu de ninguém. Esse mérito não há mais nas Laranjeiras.
Assim como não há no Parque São Jorge, em São Januário, no Engenhão e nem na Gávea.
Início da semana escrevi que não tinha um clube preparado para o título, mas ele ia acabar no colo de alguém. Também achava que entre os times lá da frente, só faltava ao tricolor provar se era merecedor ou se o campeonato teria um campeão por pura obrigação.
Ficou com a obrigação.
Corinthians, Vasco, Botafogo e Flamengo já deram alguns vacilos no campeonato na hora H. O Fluminense tinha errado, mas nunca lá em cima. Na verdade, só contra o Atlético-MG, quando perdeu no Engenhão, mas um jogo é pouco para julgar algo assim. Hoje era a chance de ouro e o time decepcionou.
Decepção. Essa é a palavra que marcou Fluminense X Atlético-MG.
Dois mil e nove o Fluminense fez o impossível. Dois mil e dez, o improvável. Dois mil e onze e a oportunidade, de mais uma vez, fazer o 1% maior que o 99% animou os tricolores, acostumados a zombar da matemática.
Agora, não depende mais do Fluminense fazer o inesperado. Depende do inesperado fazer o Fluminense.
Se Vasco ou Corinthians ganharem amanhã, a diferença fica em 5 pontos e complica de novo. Caso ganhe o carioca, ainda tem o confronto direto e fica mais fácil sonhar, mas se forem os paulistas vai dificultar. E muito.
O Engenhão lotou, atletas e torcedores prestaram homenagem ao SuperÉzio, a festa estava linda, mas só faltou jogar bola.
A semana inteira jogadores e comissão técnica falaram do perigo de enfrentar o América-MG, de não subestimar o adversário e da dificuldade do jogo. Na hora da partida o que houve? Eu só posso pensar em salto alto, porque explicar o domínio do ex-lanterna na partida é bem complicado.
O América-MG criou muitas chances. O veteraníssimo Fábio Júnior perdeu umas 3, sem contar com o penalti desperdiçado. O Fluminense teve oportunidades? Teve. Mas, muito mais na base do abafa e da pressão de ter 40 mil torcedores ao seu lado, do que na qualidade e criatividade de seus jogadores.
A vitória poderia ter sido mais elástica, mais tranquila para os mineiros. O gol tricolor foi aos 36 do segundo tempo, quando já estava 2 a 0 e o América-MG tentava administrar o jogo. 
Não deu para entender o que aconteceu. 
O resultado pode até se justificar como zebra, mas uma atuação dessa é inexplicável. Vão lembrar das outras vitórias dos mineiros contra Vasco e Corinthians. Só vale ressaltar que elas haviam sido em Minas, nenhuma foi como visitante.  Foi inacreditável para qualquer pessoa, com certeza, nem o presidente do América-MG esperava ganhar do líder do segundo turno no Rio.
Um jogo decepcionante, frustrante. A terceira posição ficou amarga para os 40 mil tricolores do Engenhão que já se sentiam líderes. Aí mora o problema. Os tocedores podem pensar assim, os jogadores não.
O Fluminense ainda pode ser campeão? Com certeza. Ficou mais difícil? Muito mais. Agora, outra certeza também é que se vier o título é porque os outros times concorrentes tropeçaram. O tricolor tinha em mãos a chance de virar líder e jogou fora.
Fez igual ao o que os outros clubes lá de cima vem fazendo o compeonato inteiro. A esperança do Flumeninse ser campeão por mérito exclusivo seu, acabou. Pode até ser, mas por ter sido o menos pior na decisão e não, o melhor.



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Nasce a esperança.
Enquanto o Fluminense decepcionou, o Figueirense emplacou. Não que não havia emplacado antes, mas agora entrou de vez na briga do título. Ué, porque não? Faltam 4/5 (quatro para uns e cinco para outros) rodadas e já tem o mesmo número de pontos do Flu.
Seria interessante se o Figueira ganhasse. Lembrando o texto acima, com os resultados de sábado, agora ele é o time da vez a ser testado, se consegue levar o título de forma merecedora.  É a última esperança do campeonato ter um Campeão verdadeiro, com C maiúsculo.
Evidente que não sou torcedor do Figueirense, mas se levassem o título com certeza ficaria satisfeito. Se conseguirem, não dá para falar que não mereceram mais que os outros clubes.
Não ta acreditando? O Figueirense fez 30 pontos no segundo turno, só fica atrás do Fluminense, por 1 ponto. Ainda assim, vale lembrar que o tricolor foi bem desde a 20 rodada enquanto o time do técnico Jorginho arrancou depois.
O mesmo Figueirense vem de 5 vitórias seguidas e duas delas impressionantes. A primeira contra o Botafogo no Engenhão. Único clube a conseguir isso até agora. E a segunda...
O Figueirense fez o que parece impossível e venceu o América-MG. Isso mesmo, o time a ser batido no campeonato. Ironia á parte, derrotar o coelho dá uma boa credencial ao time ser campeão. Lá em cima está complicado de fazer isso.

Enquanto todo mundo está olhando para Rio e Corinthians e desdenhando do Figueira, ele vai chegando. Já está a dois pontos e quanto menos se preocuparem melhor para eles. Estão vindo devagarinho, quando todo mundo abrir o olho pode ser tarde.
Não estou afirmando que vai ser campeão, mas tem chance como os outros. E além da pontuação, vive um grande momento, jogando o melhor futebol do Brasil. Não acha? É porque não viu os jogos. Disposição, muito bem arrumado taticamente e com alguns jogadores bem interessantes.
Tá aí, o Figueirense seria um senhor campeão. O único Campeão possível.
Se vai ser Campeão com C maiúsculo não sei, mas que ele é Candidato eu tenho certeza.