quarta-feira, 9 de novembro de 2011

TORCER PARA ESQUECER

Sabe quando dizem “a fase está tão ruim que não pode piorar”? Definitivamente, essa tese não se aplica ao Cruzeiro.
Imagine só, o clube vem na zona de rebaixamento e vai jogar um jogo decisivo fora de casa contra um dos maiores clubes do país. Começa ganhando e na metade do primeiro tempo tem um penalti a favor. A torcida e a diretoria se animam, parece que finalmente a má fase vai acabar. Só parece.
Penalti na trave, falha do goleiro e uma virada de 5 a 1. Jogador expulso e o craque do time sai machucado. Ceará vence e o Cruzeiro entra na zona de rebaixamento faltando 5 jogos para o fim do Campeonato.
Acabou a rodada, a situação não pode ficar pior né? Não. Desembarque da delegação e protesto da torcida contra a equipe. Promessa de novos protestos e decisão de levar o time para o Interior de São Paulo para levar tranquilidade ao grupo. Será que deu certo? Pela fase do Cruzeiro dá para imaginar a resposta.
Segunda-feira chega e a expectativa de uma semana sem problemas foi por água abaixo. É confirmada a lesão na coxa esquerda de Montillo, e o Argentino ficará, no mínimo, 10 dias longe dos gramados, fora das partidas contra o Internacional e o Avaí.
Ou seja, o Cruzeiro tem obrigação vencer os próximos jogos sem seu único jogador que vem jogando bem no campeonato. Se perder na próxima rodada e o Ceará ganhar, o primeiro clube fora da zona de rebaixamento vai abrir uma vantagem de 4 pontos em cima do clube mineiro.
Isso tudo se passou em um intervalo de 24 horas, da tarde de domingo até a tarde de segunda.
Pensando no ano todo, ainda tem eliminação surpreendente na Libertadores, trocas de técnico, desmanche do time, crise entre jogadores e briga com a torcida.
Definitivamente 2011 é um ano para ser apagado pelo Cruzeiro. Isso, se puder ser esquecido, porque se for para a segunda divisão, ficará para sempre na história do clube e na memória dos torcedores do Atlético-MG.

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