quinta-feira, 10 de novembro de 2011

VIRADA MÍTICA

O Vasco não tem obrigação de ser campeão brasileiro e nem da Sul-Americana. O dever dele, assim como de qualquer outro dos 11 clubes GRANDES, é entrar em todos os campeonatos que disputa para ganhar. Se vai conseguir ou não é outra história.
O problema para os adversário é que o Vasco vem jogando como GIGANTE. E como gigante ganhou de forma heróica do Universitário e dá mais um passo rumo a outro título em 2011.
Sempre tem aquele pessoal invejoso para falar que o Universitário é fraco e desmerecer a vitória. Coisa de quem ficou em casa secando. 
O jogo foi heróico sim. Foi uma classificação incrível sim. E a torcida do Vasco tem todos os motivos para comemorar o ano que demorou oito anos para chegar.
Aos 2 minutos do segundo tempo tinha gente saindo de São Januário. Flamenguistas, Botafoguenses e Tricolores já tinham desligado a TV, e vão tomar um susto quando acordarem amanhã.
O time da Virada fez mais uma vez o impossível. Fez os 4 gols que precisava sem o seu principal jogador de ataque ( Diego Souza foi expulso). Virou depois de tomar a virada. Fez o que só o Vasco poderia fazer. Talvez, porque os outros podem até ser time da virada, mas só o Vasco é o time do amor.
Sobre os 90 minutos três coisas merecem destaque: a disposição do time, Juninho Pernambucano e Dedé.
Não importa se alguém não foi bem, se falhou ou qualquer outra coisa. Para o torcedor que estava em São Januário, valeu ter se visto sendo representado em campo durante 90 minutos.
O time foi um extensão da torcida, que não parou de apoiar nem quando perdia de 2 a 1. Independente de erros e acertos, o grupo todo do Vasco sai de parabéns por ter jogado honrando a tradição do clube e sua torcida.
Sobre o Juninho, vale uma pergunta: Quantos anos ele tem? Se pensasse em quanto luta e se dedica ia falar uns 15. Se olhasse para a sua experiência e liderança chutaria uns 100. 
Juninho correu, brigou, incentivou, chamou a equipe, conduziu o meio de campo e mostrou porque é ídolo da torcida do Vasco. Mostrou porque pediram a sua volta durante 13 anos. Mostrou porque é o rei de 20 milhões de pessoas. Ah ele errou mais passes do que de costume. Ah ele falhou no segundo gol. Sinceramente, pergunte para algum torcedor vascaíno se ele realmente se importa com isso.
Juninho é ídolo, veste a roupa de ídolo e se comporta como ídolo. Se sai muito bem assim.
Tão bem que parece fazer escola. Está ensinando cada passo para o Dedé.
O zagueiro, chamado de Mito pela torcida, fez valer o apelido. Foi o melhor em campo disparado. Armou o meio campo do time, esteve presente no área adversária e cobria a defesa nos contra-ataques.
Dedé driblou, tabelou, reclamou com o juiz, sofreu faltas, se impôs em campo e com o final do jogo teve que ir para o vestiário só de cueca. Esqueci de falar, de quebra, o ZAGUEIRO participou dos 4 gols no segundo tempo, fazendo 2 e dando passe para o último. Dedé não é o melhor zagueiro do Brasil. Dedé é a melhor dupla de zaga do pais de longe.
Dedé comemora um de seus gols no jogo contra o Universitrio
A partida de hoje ainda marcou o centésimo jogo do novo ídolo com a camisa cruz-maltina.
Qualquer coisa que fuja da raça do time do Vasco, da postura do Juninho e do brilhantismo do Dedé não importa. Se quiser saber gols do jogo, outras informações ou expulsões, procure em um portal de informação, sugiro globo.com.
No jogo de hoje, só importa que o Vasco fez aquilo que só o Vasco é capaz. E isso basta!

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