quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ahhh NBA...

Eu senti tantas saudades suas. Você tinha prometido que ia voltar 1˚ de Novembro, mas só voltou no Natal, por quê tanto tempo longe?
Tudo bem, sei que não foram nem 2 meses, mas para quem ama, 1 dia de ausência é uma eternidade. Além desse tempo extra que você sumiu, já não nos víamos desde do último Dia dos Namorados. Foram mais de 5 meses te esperando.
Pelo menos essa história acabou. Esperei ansioso, procurei notícias suas, entender seus motivos, mas nada disso importa mais. Você voltou, para mim e para as milhares de pessoas que são apaixonadas por você.
Senti falta de tudo relacionado a nós. Acompanhar suas novidades, seus problemas, incertezas, expectativas, enfim, amo poder estar perto de você a todo instante, mesmo que a distância, pela televisão ou internet.
Quando chega o momento do nosso encontro, vem á tona um sentimento difícil de descrever. Parece que estou em um sonho.
Casa cheia, colorida, linda. Música alta e um monte de gente animada, com fé, torcendo para que tudo dê certo em mais uma noite fantástica.
As preliminares são orquestradas magistralmente, fazendo crescer a emoção e a expectativa pelo momento mais esperado da semana.
Na hora marcada você começa o seu show. Quarenta minutos de um dos maiores espetáculos da Terra, que só você consegue fazer. Tentam te copiar na França, Espanha, Turquia, em todos os lugares, mas não tem jeito.
Ninguém chega perto do que você faz.
Em alguns lugares até fazem bem, só que você é demais! Movimentos leves e complexos, artísticos e fortes, com magia e perfeição. Do jeito que só você é capaz.
Tudo se combina, em uma harmonia encontrada poucas vezes na natureza ou em uma criação humana.
Ahhhh NBA. Senti tanto a sua falta!
Nenhuma liga se compara a você. Seus bastidores e os sues pré-jogos são imbatíveis. Suas partidas, então, são coisa de outro mundo.
Não fique mais tanto tempo longe. Uns meses de férias até aguento, ás vezes faz bem ficar longe de quem ama, mas esse ano foi demais.
Ainda bem que você voltou e como não podia deixar de ser, já mostrou todo o seu charme, que te faz incomparável a qualquer outro campeonato.
É tão bom te ter de volta.


Dados comparativos

Não é um texto, e sim, somente uma informação que eu achei muito interessante e que vale a pena ser compartilhada.

Enquanto no futebol, os jogadores reclamam de entrar em campo 2 vezes por semana, na NBA os atletas vem tendo uma missão um "pouquinho" mais difícil.

Devido o problema de calendário gerado pelo lockout, equipes como Lakers, de Kobe Bryant, e Heat, de Lebron James, já atuaram 3 vezes nos últimos 4 dias. Pior ainda ocorreu com outra franquia. O Utah Jazz tem 5 jogos marcados para 5 dias seguidos.

Essas partidas em curto tempo de espaço ainda contam com as viagens das equipes.

Acho o debate válido sobre a comparação, mas queria desde já refutar o argumento de que os jogadores de basquete estavam de férias, porque quando começam os estaduais, as férias são o principal argumento dos atletas de futebol para argumentarem que não aguentam correr.

É isso, são apenas dados e que cada um tire a conclusão que quiser

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Caro Papai Noel....

Caro Papai Noel,
   
Mais um Natal chegou. Mais um ano inteiro passou. Se em 2010 pedi uma ajuda sobre qual profissão seguir, tenho que admitir que você iluminou um pouco a minha cabeça e agora estou aqui, não para produzir uma simples carta, mas também, mais um post no meu blog.
Sim, escolhi o jornalismo, se possível, o tão sonhado esportivo. Um ano após a última carta, volto a escrever, para pedir e mais do que isso, agradecer, pelo o que o senhor fez em 2011. Já que o meu maior interesse é o jornalismo esportivo, nada mais justo que este ser o tema da nossa prosa desse ano, até como uma forma de homenagem a um velhinho tão bom quanto o senhor.
Essa foto entrega sua paixão por esportes ein?!
Como cobrar é sempre mais fácil que reconhecer, começarei no sentido contrário, com os obrigados.
O primeiro agradecimento, como brasileiro, vai para o seu feito com a equipe de basquete. Finalmente de volta a tão sonhada Olimpíada. Que longos 16 anos. 
Também como bom brasileiro, vou para o futebol. Um valeu pelo Santos ter conquistado a Libertadores e ter trazido de novo esse título para gente, mas nacionalismo a parte, ando muito grato com o senhor por ter me feito ver o atual time do Barcelona em campo. Essa equipe vou contar para os meus filhos.
No volêi, até fomos bem, mas com os resultados abaixo da expectativa, do masculino e do feminino, na Copa do Mundo, ficamos com um gostinho de "quero mais" esse ano.
Para nós, ainda temos César Cielo, Thiago Pereira, Neymar, Maurren Maggi, Fabiana Beltrame, Fabiana Murer e um monte de gente para agradecer pelo que fizeram em 2011.
Um obrigado muito especial a cada um deles.
Apesar de todos esses ídolos já citados, não há como lembrar do ano que passou sem agradecer pelo surgimento repentino de um herói nacional: Anderson Silva foi, sem dúvida, o cara do último ano no esporte brasileiro.
Saindo um pouco daqui e indo para o esporte mundial vale ser grato por Vettel, Bolt e outros, mas nenhum deles chega perto do MUITO OBRIGADO pelo ano fantástico que pudemos acompanhar de Novak Djokovic. 
Sei que deixei alguns bons nomes de fora, mas não dá para incluir todos que mereciam. Que o senhor sinta que dei o devido valor a todos, sem esquecer de ninguém.
Para o Natal, 25 de Dezembro, o senhor deixou um presentão né. Não há palavras para descrever a volta da NBA, ainda mais com um duelos como Mavericks x Heat e Lakers x Bulls.
Lembra de quando o senhor foi no jogo dos Bulls?

Já que estamos falando de NBA vou começar por aí com os pedidos de 2012. Nesse assunto, gostaria de um pouco de vergonha na cara, para os donos das franquias e jogadores, que protagonizaram um lockout ridículo, cheio de mentiras e distorções.
Todos ganham absurdos para fazerem esse drama que presenciamos. Peço um pouco de semancol para os basqueteiros americanos.
Vergonha na cara também para jogadores e técnicos de futebol. Por favor, Papai Noel, esse papinho de que sofrem muita pressão, tem uma rotina muito difícil e toda essa ladainha, ninguém aguenta mais!
Põe na cabeça deles que se estão infelizes com tudo isso, mesmo ganhando 5, 50, 500 mil, que procurem outro emprego. Ninguém os obriga a nada!
Nessa missão é bom o senhor dar uma atenção especial ao técnico Muricy Ramalho. A chatice, marra e pompa dele já chegaram a um ponto que não vejo a hora de o mandarem passar umas férias no Pólo Norte com você.
Peço para os atletas terem noção do que representam e da oportunidade que eles tem, alguns por realmente terem tido uma chance única, outros por terem nascido com uma aptidão especial.
Para a imprensa, que deixem de ser parciais, ufanistas e parem de enganar os torcedores, principalmente os de futebol. A denúncia na mídia é a maior forma de identificar nossos problemas e vencê-los. 
Não podemos esquecer daquela ajudinha na organização da Copa. Que dê tudo certo para nós, sem pisarmos no direito da população e sem beneficiados no caminho.
Aliás, pedido por honestidade dos que comandam os esportes, os famosos cartolas, é o mais importante. Imploro que eles parem de manipular, roubar e agredir a paixão do povo pelos esportes, usando subterfúgios bem próprios dos que detém o poder para enriquecer ás custas da paixão alheia.
Por fim, que o esporte seja aquela velha fonte de felicidade e saúde, e que essa seja a maior motivação e fim para a sua prática e seu público.
Já ia esquecer, mas torcedor brigando em qualquer lugar do mundo é um absurdo e essa você tem obrigação de resolver o quanto antes, ein?!
Sei que pedi bastante coisa, mas se você fez tanto em 2011, porque não pode realizar alguns dos meus desejos para 2012?
Estou contando contigo bom velinho. Não coloque carvão na minha meia porque fui um bom menino no último ano.
Abraços,
   Marcus

domingo, 18 de dezembro de 2011

A realidade veio á tona

Barcelona ganhou 13 dos últimos 16 torneios que disputou
Teve gente achando que dava para o Santos. Teve gente falando que o Neymar era melhor que o Messi.
O confronto de hoje, entre Barcelona e Santos, foi ótimo para colocar as coisas no seu devido lugar. Agora, alguém ainda tem dúvida da diferença de qualidade entre Barcelona e Santos, ou entre Messi e Neymar?
Não tem jeito. O Barcelona é disparado o melhor time do mundo. Depois da goleada, é fácil ver um monte de gente dizendo isso, mas até as 8:30 da manhã ainda tinha jornalista duvidando da diferença entre a equipe catalã e a paulista.
Está na hora de pararmos de nos esconder atrás do nosso título de país do futebol. Está na hora da imprensa brasileira começar a falar a verdade e parar de iludir os torcedores.
Uma vitória ou outra, na base da retranca, em Mundial, não faz um clube ser o melhor do mundo. Massacres de 4 a 0, como o de hoje, sim.
Enquanto for vendida a ideia de que nosso Brasileirão está em um nível altíssimo, que as equipes pequenas daqui são muito boas enquanto as europeias são fracas e que aqui temos 8 times fortes e lá só 2, vamos continuar na mesma.
Seguindo esse discurso fácil, de supervalorização do futebol brasileiro em detrimento do europeu, a imprensa esportiva molda a opinião pública. O jornalista fala porque é o que o espectador quer ouvir. O ouvinte gosta e reproduz. E assim, vivemos na ilusão do nosso “maravilhoso” futebol nacional.
Esse é só um exemplo da distorção feita atualmente. O jornalista Sérgio Xavier falou que o Edu Dracena é melhor que o Piqué. Renato Maurício Prado avaliou de forma equânime o trabalho de Guardiola e Muricy Ramalho.
Só pode ser brincadeira isso!
O Santos não tinha a menor chance de ser campeão hoje. Não tinha como haver surpresa. E não é só porque o Barcelona é genial e um dos melhores times de todos os tempos.
A probabilidade de vitória do Santos era 0 porque sua zaga é desastrosa. Durval, Edu Dracena e Bruno Rodrigo não dão meio zagueiro do time espanhol. Os dois primeiros, e mais o lateral esquerdo Léo, já estão velhos. Nunca conseguiriam acompanhar o ritmo de Messi, Xavi, Iniesta e Cia.
Alguém precisa falar isso!
O resultado de hoje foi 4 a 0 porque o Barcelona foi bonzinho com o Santos. Se apertasse poderia ter feito muito mais.
A derrota e a diferença escancarada entre Barcelona e Santos tem suas razões espalhadas pelo futebol brasileiro, não só na Vila Belmiro.
Mentalidade, formação de jogadores, empresários na categoria de base, imprensa são alguns dos inúmeros motivos.
Tudo isso tem que ser mudado. Os fatores mais importantes, que envolvem diretamente os atletas e técnicos, vão levar mais tempo para serem alterados, são projetos longos, que eram para ter começado ontem. 
 O que pode mudar agora, de imediato, é a postura com que encaramos fatos óbvios.
Hoje, o Messi é MUITO melhor que o Neymar. O Barcelona é infinitamente superior a todos os times brasileiros e ganharia sim, a nossa série A, com o pé nas costas, ao contrário do que é dito por aí. 
Seria campeão com 10, 15 pontos de diferença, independente se isso é ou não o que a gente queira.
Espero que tenha ficado claro com o jogo de hoje. Torcida e jornalistas podem falar o quanto quiserem que não vão mudar a realidade.
Vamos parar com a maquiagem sobre o nosso futebol. Com críticas reais, essa situação pode começar a mudar, e assim, temos possibilidade de sair do atual comodismo com o “brilhante” (sic) trabalho que se tem feito no Brasil.
Na entrevista coletiva, Guardiola falou duas coisas muito importantes: 
Primeiro, que 9 jogadores que estiveram em campo hoje foram formados no Barcelona. O que nos remete a fraqueza da maioria das categorias de base dos grandes clubes no Brasil.
Vale lembrar que ele não contou com Pique e Fábregas, que foram das divisões de base do Barça, saíram e foram revelados em outras equipes, e agora voltaram.
Segundo, que seu time joga de acordo com o que seus avós contavam a ele sobre o futebol brasileiro. Passes rápidos, precisos, habilidade, movimentação e dribles.
A aula hoje foi muito mais do que dentro de campo. Para os dirigentes fica uma lição sobre como gerir um clube e suas categorias de base. Para a imprensa o ensinamento de que devemos refletir e analisar mais criticamente nossas equipes.
Talvez, se vejamos que o nosso futebol não está essa maravilha afirmada por aí, um dia joguemos igual a forma que os avós do Guardiola contaram para ele.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Abram os olhos

Enquanto o Vasco está preocupado com o substituo do Rodrigo Caetano e pensando em pagar 3,5 milhões de euros no Bernardo. Enquanto o Flamengo quer pagar 18 milhões de reais no Thiago Neves. Enquanto o Botafogo sofre para contratar o Andrezinho desde a metade do ano passado....

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/gremio/noticia/2011/12/caso-nao-renove-douglas-esta-avaliado-em-dois-milhoes-de-euros.html

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Como o esperado

Sem surpresas. O Barcelona venceu o Al Saad com facilidade e se garantiu na final do Mundial de Clubes no próximo domingo contra o Santos. O time do técnico Guardiola fez 4 a 0 sem problemas, para o delírio dos mais de 66 mil torcedores que lotaram o estádio do Yokohama para acompanhar Messi e cia.
O Barcelona agora se prepara para não ser surpreendido novamente por uma equipe brasileira. Contando com  Ronaldinho Gaúcho em grande fase, o clube catalão foi derrotado na final de 2006 pelo Internacional após golear o América-MEX pelo mesmo placar de hoje.
BARCELONA EXPLORA OS ERROS DO AL SAAD E ABRE 2 A 0
Guardiola mandou a campo o Barcelona sem alguns dos seus titulares. Piqué, Daniel Alves, Xavi, Fábregas e Sánchez foram poupados. Mesmo com alguns reservas não demorou para o Barça dominar o jogo. Em menos de 10 minutos a equipe espanhola já tinha 70% de posse de bola.
O Al Saad foi a campo com 8 jogadores no sistema defensivo e praticamente não passou do meio campo em toda a primeira etapa. A equipe de Jorge Fossati se limitou a marcar o time espanhol, mas acabou pagando pelas falhas individuais.
Com Messi e Iniesta pouco inspirados no primeiro tempo, a tradicional troca de passes do Barcelona parava na retranca do Al Saad. Os espanhóis só conseguiam assustar quando recuperavam a bola perto do gol adversário.
A primeira chance de perigo foi aos 17. O zagueiro Abdullmajed saiu jogando errado e a bola sobrou de presente para Villa que finalizou e o goleiro Saqer fez boa defesa. Presente mesmo o goleiro Saqer deu para o lateral Adriano aos 25 minutos. Após um recuo na área, o goleiro se enrolou com a bola e o Brasileiro ganhou dele para abrir o placar.
O Barcelona continuava pressionando e quase marcou de novo aos 33, quando Villa teve gol anulado após pegar o rebote em impedimento no chute do Iniesta. Cinco minutos depois o atacante saiu machucado direto para o vestiário, entrando Aléxis Sanchéz no seu lugar. Segundo o twitter oficial do clube, o jogador provavelmente sofreu uma fratura na perna esqueda.
O segundo gol veio aos 42. Depois de outro passe errado na defesa, de novo Adriano, agora batendo da entrada da área, ampliou para o Barcelona. O Al Saad só foi dar seu primeiro chute aos 45 do primeiro tempo, que acabou com uma posse de bola de 71% para os espanhóis.

Seleção do Barcelona comemora mais um gol

MESSI RESOLVE JOGAR PARA ALEGRIA DOS JAPONESES
O segundo tempo começou da mesma forma que acabou o primeiro, com o Barcelona tocando a bola e encurralando o adversário. Mais participativo, Messi voltou á campo buscando o jogo e incendiou a torcida que esteve um pouco calada na primeira etapa.
O primeiro lance de perigo foi aos 9: O Argentino recebeu passe de Sánchez e bateu para fora. Aos 12 Messi retribui e lançou Sánchez que com o lance paralisado concluiu de cobertura para o gol. O atual melhor do mundo não parou e aos 16 bateu falta com muito perigo para a boa defesa do goleiro Saqer.
O terceiro gol não demorou para sair. Messi fez grande jogada e tocou para Keita só tirar do goleiro e ampliar, 3 a 0. Logo depois o camisa 10 quase fez um golaço. Após a disputa de bola com o Saqer, o Argentino tentou uma bicicleta para o gol vazio, mas a bola acabou indo para o lado.
O jogo deu uma esfriada com o terceiro gol e só voltou a ter maior movimentação quando Sánchez saiu lesionado aos 27 para a entrada da revelação Cueca.
Muito superior ao adversário, o time de Pep Guardiola não precisou se esforçar para chegar ao quarto gol. Em uma cobrança rápida de falta Thiago deu boa enfiada para Maxwell que fez o terceiro gol brasileiro no jogo. Com o 4 a 0 o Barcelona igualou a maior goleada dessa fórmula de disputa do Mundial, que também pertencia ao time catalão quando goleou o América-MEX pela semifinal do torneio em 2006.
Messi ainda tentou fazer o seu aos 40, mas furou ao tentar concluir de letra o cruzamento da direita.
Sem esforço o Barcelona garantiu a goleada e a esperada vaga na final contra o Santos, no próximo domingo ás 8:30. A comissão técnica e jogadores santistas, inclusive estiveram no estádio Yokohama para acompanhar a fácil vitória da equipe espanhola.Para o próximo domingo é provável que Pep Guardiola escale sua equipe titular restando dúvida apenas sobre a condição de jogo de Aléxis Sanchéz que saiu com dores musculares no jogo de hoje.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Fez o que durante SEIS meses?


No dia 22 de Junho o Santos foi campeão da Libertadores. Depois do título, o Peixe abriu mão do Campeonato Brasileiro para se preparar para o Mundial.
Foram praticamente 6 meses falando que o foco era o torneiro no Japão e em estar pronto para uma provável final contra o Barcelona. Seis meses de treinamentos e trabalho árduo. Seis meses visando o título mais importante em disputa nos últimos 48 anos.
Hoje, o Santos estreou contra o time japonês Kashiwa, pela semifinal do Mundial de Clubes.
Do que adiantou esses 6 meses para o Santos?
Parece que o clube não fez nada durante esse tempo. Inclusive, o time que conquistou a América, lá em Junho, estava muito mais bem armado que o Santos atual.
Tudo na parte tática deu errado hoje. A zaga e o meio campo deram espaço, os laterais não subiram e a equipe esteve mal na bola aérea. Nem a tradicional arrumada na defesa, que o Muricy costuma dar em seus times, deu certo.
Na Libertadores a zaga do Santos até esteve bem. No Brasileirão andou mal, mas colocaram a culpa na falta de motivação e na preparação para o Mundial. Hoje esteve desastrosa.
E aí? Falar o que?
O Kashiwa pode ser até ser um time arrumadinho, mas não tem o menor talento. Os armadores da equipe são o Jorge Wágner, com 33 anos, que até teve um destaque no Brasil, mas por causa das bolas paradas e o Leandro Domingues que não conseguiu se firmar em nenhum grande clube aqui.
Essa equipe comandada por esses dois “maestros” fez um gol, mandou uma bola na trave e perdeu gol sem goleiro. Esse “grande” time conseguiu ter mais posse de bola que o Santos e dominou o meio de campo. 
Ah, mas o Santos ganhou de 3 a 1.
Venceu porque é infinitamente mais talentoso que o clube japonês. Se fosse depender de organização tática o Kashiwa tinha facilmente chegado a final.
Para mandar a campo um time mal armado e falar para o Neymar e o Borges resolverem não precisa de 6 meses de treino. Isso dá para fazer em 6 horas.
O Santos vai ter que melhorar muito para ter chance de ser campeão contra o Barcelona, se não, não tem Neymar, Ganso ou Borges que dêem jeito.
Parece que o Santos passou os últimos 6 meses de férias, de vez em quando jogando uma peladinha em um tal de Brasileirão.

domingo, 11 de dezembro de 2011

And the Oscar goes to...

Ontem, eu e centenas de apaixonados por futebol fomos a vários cinemas espalhados pelo Brasil para acompanhar Real Madrid e Barcelona. 
Nada mais justo!
Se o cinema é a sétima arte, o futebol é a oitava. E essas duas artes se uniram ontem, para a sorte de quem sabe apreciar uma verdadeira obra prima.
Atores ou jogadores, técnicos ou diretores, dribles ou efeitos especiais, não importa. Quem ama futebol sabe que um Real x Barça é um show que não pode ser escrito nem pelos melhores cineastas de Hollywood.
No Oscar do futebol, o Real x Barça-parte1 concorreria ao prêmio de melhor filme, ou melhor jogo como queira, da temporada de 2011/2012.
Fora de campo, envolve uma rivalidade de 109 anos, acirrada pelos momentos atuais da duas equipes. Provocações na imprensa, pressão pela vitória e até um caráter político apimentaram El Clássico.
Dentro das quatro linhas, teve garra, disposição, marcação e aplicação tática. 
Essas características fizeram da partida de ontem um grande jogo. A genialidade das duas equipes faz de Real Madrid x Barcelona o maior confronto do mundo.
O longametragem de 90 minutos teve um roteiro que deixaria Copolla, Woody Allen e Hitchcook com inveja
Dificilmente alguém poderia achar uma melhor forma de contar um Real x Barça do que a de ontem. Bom, talvez os torcedores madridistas, mas aí os catalães que reclamariam, então a maneira de ontem foi a ideal.
Oscar do futebol seria decidido por Real x Barça
Um a zero Real com 20 segundos de jogo em uma falha de Valdés. Empate em lance genial de Messi e virada em um chute de pura sorte de Xavi. O 3 a 1 veio em uma das poucas subidas de Daniel Alves e na conclusão de Fábregas, em uma das raras vezes que apareceu no confronto.
Se o Barça ganhou, o Real poderia ter ganho também. Teve, no mínimo, duas grandes chances desperdiçadas por Cristiano Ronaldo, um dos grandes vilões do futebol atual. Outro vilão, José Mourinho, estava desolado no banco de reservas após a derrota.
Roteiro surpreendente, com vários clímax e os vilões derrotados no final. Quer uma fórmula maior que essa para o sucesso? 
Apesar do bom trabalho de Mourinho, que levou o Real a ser melhor em parte do jogo, o Barcelona de Guardiola conseguiu modificar sua forma de jogar, se reinventar e dominar a partida.
O Oscar de melhor diretor vai para Guardiola, pelo domínio do Barça no segundo tempo e pelos 3 pontos conquistados.
A diferença entre Barcelona e Real Madrid esteve longe de ser só tática. Individualmente o time catalão esteve muito melhor que o rival da capital.
Para falar sobre isso, vamos as categorias das estrelas do espetáculo. Primeira, e mais importante, a de melhor ator: Messi.
O Real vinha melhor, ganhando de 1 a 0, pressionando o adversário, até que Messi fez uma jogada gênial e deu ótimo passe para a conclusão perfeita de Alexis Sánchez. Empate e mudança de rumos no Santiago Bernábeu.
A votação para melhor ator não pode ser diferente que Messi em primeiro e Cristiano Ronaldo em segundo. O Português vai precisar de MUITA aula de interpretação para alcançar o Argentino.
A justificativa para a segunda colocação de Ronaldo tem que levar em conta seus outros jogos, porque com a atuação de ontem não entra nem em novela mexicana.
Mas e o terceiro colocado? Normalmente não são 3 indicados a melhor do mundo?
No nosso Oscar é diferente e aqui entra mais um ponto para o Barcelona. O terceiro, ou o melhor ator coadjuvante é, sem dúvidas, Xavi.
Pode ter contado com a sorte no segundo gol, mas se teve a sorte é porque a mereceu. Não há no Real Madrid ou em nenhum outro clube do mundo, alguém que tenha um estilo de jogo parecido com o dele. 
Xavi é um meio termo entre o coadjuvante e o contra-regra, que faz tudo ocorrer como o planejado e é tão importante quanto a grande estrela.
Vamos criar uma premiação extra, de ator revelação, para podermos reconhecer a atuação de Aléxis Sanches. A jovem contratação do Barça jogou tanto ou mais que o melhor do mundo Messi.
Como aqui, diferente de Hollywood, o mais importante não é o prêmio de melhor filme vamos ao que interessa: melhor elenco. 
Somando 4 estatuetas em categorias individuais, o prêmio de melhor time do mundo vai para ....
BARCELONA.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Memória curta

Férias do futebol brasileiro. Com o fim dos jogos, só resta a nós, amantes do futebol, discutir sobre as negociações que ocorrem sem parar até fevereiro e fazer retrospectivas sobre a temporada que acabou.
Nessa de resenhar sobre o ano que passou, me chamou a atenção o que todo mundo já sabe: brasileiro tem memória curta. Muito curta.
Fiquei impressionado como o ano para a gente só dura dois meses. Se uma equipe jogou bem em outubro e novembro o ano dela foi bom. O mesmo com os jogadores.
As pessoas nem lembram mais do distante primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Do primeiro semestre então, ninguém nem sabe mais a escalação do seu time de coração nessa época tão distante.
Lembram dos campeões do Estadual, da Copa do Brasil e da Libertadores. Talvez até do craque dessas competições. Mas e das outras histórias? Alguém lembra o desempenho dos outros times que participaram? De como foram os jogadores? Em que esquema as equipes jogaram?
Óbvio que não. Para que saber disso? Só interessa mesmo o final do ano.
A premiação dos melhores do Brasileirão foi um exemplo. O Deco concorrer ao prêmio de melhor meia direita deixa claro que não importa o início do campeonato. Ele jogou bem no máximo 6 ou 7 jogos, mas como foram no final do ano, é isso que vale.
E daí se ele começou a desequilibrar a partir da 30 rodada? E daí que antes de ele jogar bem tiveram 30 jogos que ou ele esteve mal ou esteve machucado?
O "GRANDE" ano de Deco durou sete jogos
Se as 7 rodadas que ele jogou bem fossem no início do Campeonato, com certeza não estaria concorrendo nessa eleição.
Dúvida?
Alguém aí lembra que até a metade do campeonato um dos principais jogadores era o Dagoberto? Está lembrando? Pois é, se o que ele jogou no primeiro turno, tivesse jogado no segundo, com certeza ia estar na lista dos destaques do Brasileirão, assim como o Deco.
Isso não é só com relação aos jogadores. Clubes também tem seus desempenhos anuais analisados por como foi o final do seu segundo semestre.
Teve gente falando que o ano do Botafogo foi bom, apesar de ter caído de rendimento nos últimos jogos. Fala sério!
A temporada do Botafogo foi BEM RUIM. Pode ter tido uma fase boa no Brasileiro, mas foi  nada mais que uma fase. O clube cresceu da décima até a trigésima rodada, mas no resto do ano nada deu certo.
Alguém lembra? Nenhuma final de turno do carioca, não chegou nem na semifinal da Taça Rio. Na Copa do Brasil foi eliminado nas oitavas de final pelo depois rebaixado Avaí.
Sul Americana? Eliminado para o “famoso” Santa Fé depois de uma goleada.No Campeonato Brasileiro acabou em nono. Como o ano pode ter sido bom?
E é assim todo Dezembro. O primeiro semestre está muito distante já e perdeu a importância.  Aqui a última impressão é a que fica.
É engraçado como no país do futebol ninguém lembra de futebol.
Não tem como negar, brasileiro tem memória muito curta.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Seguindo o manual

Real Madrid, Vasco, Flamengo ou Boca. Não tem diferença de liga, país, camisa ou situação financeira. Qualquer clube grande que se prepare mal para uma competição ou um jogo corre o risco de ser eliminado por uma zebra.
Que o diga o surpreendido da vez, o Manchester United.
Não tem mistério. Quando um time pequeno entra em um campeonato ele não pensa em ser campeão. A ideia é avançar fase por fase, até onde tiverem chance deles irem.
O Basel não entrou no grupo do Manchester United e Benfica pensando que se classificaria. Ele queria jogar no seu nível mais alto e se alguém desse uma brecha ele iria disputar uma vaga. Se jogasse bem e não conseguisse, paciência, afinal, ele é o time pequeno dessa história.
Eis que surge o Manchester United versão 2011/2012. Um time mal armado, em processo de reformulação, com jogadores longe de sua melhor forma e com sapato alto. Quer brecha melhor que essa?
O Manchester, já faz algum tempo, vem tentando reformular o seu elenco. Todo ano vende jogadores experientes e traz promessas.
É claro que essa formula corre o risco de dar errado.
Primeiro porque promessas ainda não são craques e não seguram o rojão de um Manchester United logo de cara. Os contratados desse ano ainda não renderam o que se esperava o que é natural na adaptação de jogadores, principalmente jovens.
Segundo é que a venda dos mais experientes vem acontecendo de uma forma que o elenco ficou com poucos jogadores realmente consagrados e de peso, aqueles que costumam chamar a pressão para si. E terceiro, esses poucos atletas se atravessarem uma fase ruim deixam o time sem base nenhuma.
O que aconteceu com o time inglês foi a junção desses 3 problemas.
O Manchester hoje é um time formado por jovens. O clube depende muito de atletas como Anderson, Nani e Chicharito. Eles tem qualidade? Sim. Mas são novos, não chegaram ao seu máximo e não são capazes ainda de conduzir um time do porte do Manchester.
Os jogadores de nome hoje no clube são o zagueiro Ferdinand, o meio campo Giggs e o atacante Rooney. Alguém vai lembrar do Vidic, Evra e outros, mas estou falando de atletas realmente diferenciados, que costumam liderar a equipe.
Ferdinand e Giggs já estão com uma idade avançada e não conseguem mais render o mesmo futebol de outros anos. 
Rooney vem há um tempo brigando com a instabilidade. Alterna bons e maus jogos e constantemente está envolvido em problemas extra-campo. Em um desses momentos difíceis chegou a ficar mais de um ano sem marcar gols pela seleção inglesa.
Ronney fez mais um jogo ruim na temporada contra o Basel
Resultado? O Manchester é uma equipe na qual os jogadores consagrados não rendem o que se espera e a pressão cai sobre as promessas. Os jovens não conseguem lidar com essa expectativa e ainda não conseguiram jogar no seu nível mais alto.
Ninguém rende o seu máximo individualmente e muito menos coletivamente.
O que o Basel tem a ver com essa história? Lembra que time pequeno fica esperando uma oportunidade de surpreender? O Basel achou a dele.
Antes do jogo entre as equipes o técnico do Manchester falou que era impossível o time inglês ser eliminado.
Era o último fator que faltava para caracterizar uma chance de ouro para o time suiço. O Basel ia enfrentar um clube gigante, sob pressão, com seus principais jogadores em má fase e que achava impossível ser eliminado para uma equipe menor.
O impossível aconteceu.
O duelo era Basel x Manchester. O Manchester precisava empatar na Suiça para se classificar. Perdeu e ficou fora.
O Basel esperou, quietinho, sem alarde e em um jogo certeiro fez história. Como manda o manual do time pequeno. 
Antes, já tinha empatado com o próprio Manchester na Inglaterra, mas pergunta se isso fez os suiços declarem que iam ganhar em casa? Óbvio que não.
Clube pequeno que se preze fica calado só observando o erro das grandes equipes.
Agora, o gigante e desorganizado Manchester United vai ficar vendo o impossível pela televisão.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

JUSTO

O Corinthians é o campeão brasileiro de 2011. O Brasileirão com os resultados mais inesperados ao longo do campeonato acabou da forma que se esperava desde o seu início.
Vitórias, crises, superação, suspeitas e muito sofrimento. Depois de meses de apreensão o Corinthians finalmente pode comemorar o merecido pentacampeonato brasileiro.
Independente de teorias conspiratórias e suposto favorecimento, o Corinthians fez a parte dele. Jogou pelos resultados e conquistou o título rodada após rodada, independente de atuar bem ou não. Entrou em campo para ser campeão e conseguiu.
Justo foi. Talvez se o Vasco tivesse sido campeão seria mais merecido, mais bonito, mas não se pode tirar o mérito da conquista do Corinthians. Até porque, não é difícil enxergar algumas diferenças que fizeram o título parar no Parque São Jorge e não em São Januário.
Éder Luís pode ser importante taticamente, marcar muito, mas ofensivamente representou muito pouco nesse Brasileirão. Esteve longe do jogador de algumas partidas da Copa do Brasil, como na grande final contra o Coritiba. Mais longe ainda do Éder do ano passado. 
Já no Corinthians, ora jogou Emerson, ora Willian, mas qualquer um dos dois que estivesse na posição de segundo atacante estava bem em campo. O título paulista passa muito por esses dois jogadores, que apesar de não terem sido muito badalados foram fundamentais na campanha vitoriosa.
Se o Corinthians levou a melhor na posição de segundo atacante, comparar os centroavantes chega a ser covardia. Nem juntos Élton e Alecsandro chegam ao nível de Liédson.
A superioridade corinthiana não foi só no ataque. O Vasco jogou o campeonato inteiro sem lateral esquerdo e depois da venda de Anderson Martins, Dedé teve que jogar por dois na zaga. 
Até jogou, mas a diferença entre Anderson Martins e Renato Silva chega a ser triste para os vascaínos. Renato Silva não é zagueiro nem de time de pelada, muito menos de campeão brasileiro.
Quer dizer que o Vasco foi horrível? Óbvio que não. Foi o melhor time de 2011, teve grandes jogadores como Dedé, Fágner e Romulo, além de ter demonstrado um poder de superação maior do que de qualquer outro clube brasileiro.
E o Corinthians nessa história? Se o Vasco foi o melhor do ano por que o Corinthians foi campeão? Dois motivos: primeiro, no futebol nem sempre o melhor ganha e segundo, a equipe paulista foi mais eficiente.
Simples assim. O Corinthians e Vasco são equipes diferentes. Características diferentes, jogadores diferentes, histórias diferentes e torcidas diferentes. 
Esquece isso da arbitragem. O Corinthians foi campeão nos detalhes. Dentro deles, o maior de todos foi a competência, que sobrou para o time paulista.
Mereceu e venceu. Com justiça o Corinthians é o campeão brasileiro de 2011.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Tapando o sol com a peneira

A mala branca voltou. Demorou, mas final de Brasileirão sem mala branca não é final de Brasileirão. E como todo ano, o famoso incentivo financeiro extra gerou grande discussão: dar dinheiro a outra equipe ganhar um jogo é ético ou não?
O consenso é criticar a atitude. A maioria reclama sem nem refletir sobre o assunto, mas sim, porque alguém reclamou antes. Afinal, é mais fácil reproduzir uma ideia do que pensar por si próprio.
Já que o intuito é justamente fazer o contrário e propor debates, vamos lá, qual é o problema tão grande com a mala branca?  Falta de ética? Por quê?
Antes de entrar na questão específica do incentivo, vamos falar sobre essa suposta ética.
Durante o ano, em todos os jogos, um monte de jogador faz cera, cai no chão para sair de maca, os goleiros demoram para bater tiro de meta e diversas outras situações que são aceitas com, no máximo, umas críticas aqui e ali.
Chega no final do ano, surge a mala branca, e ela vira a doença do futebol. Convivemos com inúmeras situações “ antiéticas” que passam despercebido o ano inteiro, por que esse alarde todo no final do campeonato?
É engraçado, para não dizer trágico, como as pessoas reproduzem o que ouvem sem raciocinar. A mala branca é um absurdo da falta de ética, mas ter que colocar clássicos na última rodada é super normal, né?
Parem para pensar. Essa medida só tem que ser tomada porque  vários times entregam seus jogos por não terem mais objetivos dentro da competição. Isso não fere a ética do esporte? 
Resolver isso, colocando clássicos na última rodada, não soluciona o problema geral, só resolve uma questão específica. É tapar o sol com a peneira.
“ Agora nenhuma equipe vai facilitar jogo para o rival”.Por que facilitaria antes se o comportamento ético domina o futebol?
Nenhum time deveria, em hipótese nenhuma, entrar em campo sem jogar no seu limite. Não só por si, mas também por disputarem um campeonato que envolve outras equipes. Isso deveria ser a primeira preocupação dos defensores da ética.
Muita gente que não liga para essas situações exposta aqui, são críticos ferrenhos da mala branca. Por quê? Porque só repassam o que ouvem e leem na mídia.
Ah, mas essas outras atitudes estão dentro da ética do futebol. Então o esporte tem leis próprias, que permitem isso tudo, e só excluem a mala branca? Muito conveniente.
Sobre a questão específica do incentivo financeiro a situação é bem controversa. 

A mala branca não é nada mais do que uma motivação para uma equipe ganhar o seu jogo. O problema nessa história não é a mala branca e sim, o porque as equipes entram em campo sem vontade.
É essa a atitude que realmente interfere no andamento do campeonato e deve ser coibida. A mala branca é uma tentativa de fazer isso. Se é certa ou não é uma discussão válida, mas é só uma tentativa de solucionar um problema bem maior. 
Peguemos o exemplo do América-MG, que recebeu uma quantia do Cruzeiro para ganhar a partida contra o Atlético-PR. O América-MG não deveria precisar disso, mas como já está rebaixado não faria diferença para ele ganhar ou perder. 
É justo, dentro de um campeonato, o Cruzeiro ter seu destino alterado, pelo relaxamento de outra equipe? O problema não é oferecer mala branca, mas sim, o América-MG ter que aceitar para entrar em campo com disposição.
A atitude egoísta dos atletas, de não se esforçarem, é que deve ser combatida. 
O próprio Cruzeiro enfrentou o América-MG em uma situação diferente, quando os dois queriam ganhar. No final das contas, o Cruzeiro seria prejudicado pela tabela e pela falta de compromisso de um time, enquanto o Atlético-PR seria favorecido pelos mesmos fatores.
Não estou defendendo que se faça qualquer coisa para conseguir o objetivo, mas a única coisa que a mala branca faz é incentivar a vitória, o que seria desnecessário se existisse a tal ética como ela é defendida pelos críticos da mala branca.
Nesse caso, o clube que teria “sofrido” com esse ato seria o Atlético-PR.  O que ele poderia reclamar? “ A gente enfrentou o América-MG e eles se esforçaram para ganhar da gente?”


Se não gostou da mala branca, entre em campo e ganhe o jogo. Qual a diferença de se entrar em campo contra uma equipe que recebeu incentivo ou não?
A mala branca não faz mágica. Não faz ninguém aprender a jogar, ninguém passa a correr mais do que pode e nem ninguém entrega o jogo. 
O mal é outro. Se um dia, nenhuma equipe entrar em campo de corpo mole, a mala branca perderá o sentido e vai sumir naturalmente.
Quem ainda acha que é falta de ética, tudo bem, sem problemas, opinião cada um tem a sua. Agora, ficar criticando a mala branca e aguentar todo o resto calado é o problema.
Ou você vira um crítico, reclama de tudo que tem de “ errado” ou defende a “ essência” do futebol.
Pior do que defender uma ou outra é ficar em cima do muro e se deixar levar pelo que a maior parte imprensa fala.
Seja qual for, tenha uma opinião própria.