domingo, 29 de janeiro de 2012

Que pena do esporte!


Hoje, eu senti pena do esporte. 
Sim, pena. Djokovic e Nadal fizeram uma partida inimaginável, surreal. Cinco horas e cinquenta e três minutos de batalha, cinco horas e cinquenta e três minutos de aula de tênis, cinco horas e cinquenta e três minutos de superação dos limites humanos.
Porém, tadinho do esporte. Ele não sabe reconhecer isso. Para ele, os méritos se dividem em campeões e vices.
Nós, não. Nós apreciamos tudo que uma final como essa tem para oferecer. Damos valor a lição de vida, aos sentimentos, aos ensinamentos e tudo de especial que Djoko e Nadal nos proporcionaram hoje.
E para não esquecer, apreciamos também uma das melhores partidas de tênis da história.
Um jogo como o de hoje não se trata só de slices, winners ou saques. Falar que foi um jogaço, a final mais longa de Grand Slam ou que os dois jogadores são fantásticos, é mais do mesmo.
Falar que o Djokovic ganhou porque se encontra hoje ligeiramente acima do Nadal, é coisa para o esporte fazer. Ele se preocupa com isso. Que pena dele.
Para nós não há perdedores. 
Não há dúvidas de que o Djoko mereceu ganhar. Mas o Nadal mereceu perder?
Todo mundo saiu vitorioso hoje: os atletas, nós que vimos em casa, o público na arena, os jornalistas, os que trabalhavam na organização do campeonato, todos!
Se achar que é injustiça com o Nole, o colocar no mesmo patamar que o Nadal, afinal ele ganhou nesse critério triste do esporte, que faça o Nadal campeão e o Djokovic um supercampeão.
Nada mais justo para o Super Nole.
Ah, mas na realidade o Nadal foi vice e o Djoko campeão.
Foi? É isso?
Talvez seja assim para o esporte. Para nós não.
Tivemos um supercampeão e um campeão. Dois guerreiros. Dois ídolos, Dois monstros da vida, acima do tênis.
O esporte não consegue ver isso. Só vê vitórias e derrotas. Tadinho dele!
Supercampeão, SuperNole

Nenhum comentário:

Postar um comentário