Sábado, jogo do Flamengo, gol do Adryan e 4 a 0.
Segunda e todo mundo só fala do resultado dos garotos e sobre o golaço do “craque” da Gávea.
E assim surgem os ídolos do futebol atual.
Para quem não viu o jogo, o menino já é o “ novo Zico”. Pela repercussão da partida, ele deve ter arrebentado com o Bonsucesso.
Até quem viu o jogo deve ter ficado com essa impressão na Segunda-Feira. Quem não o achou o melhor em campo, deve ter achado que, ou estava sendo enganado pela memória, ou que estava errado, porque se todo mundo só fala do Adryan, ele deve ter jogado muito mesmo.
Não estou querendo de jeito nenhum tirar o mérito dele. O gol só teve esse impacto por ele ser a esperança de uma geração vitoriosa do clube. Só teve esse impacto por ele ser o destaque das divisões de base do Flamengo e do Brasil. Só teve esse impacto por ele já ter despertado interesse dos maiores clubes da Europa. Só teve esse impacto por ser um golaço. E por ele só ter 17 anos.
Mas convenhamos, quem viu o jogo sabe que o destaque não foi ele.
O Adryan só entrou em campo depois dos 30 do segundo tempo e com 3 a 0 já no placar.
O melhor em campo DISPARADO da estreia do Flamengo foi outro menino, outro meio campo: Camacho.
| Desconhecido Camacho comemorando seu gol |
Organizou o meio campo, marcou bastante, roubou a bola do primeiro gol, fez o terceiro em um lindo chute, deu bons passes e comandou o Flamengo com uma experiência que nem ele tem.
Por que ele não teve o destaque merecido então?
Porque não tem a história, a fama, o nome e nem a mesma condição do Adryan.
É isso. Hoje, se um jogador consegue fazer um nome, mesmo que mínimo, é o suficiente para já ter outro olhar sobre ele.
Um jogo bom de um, ofusca a ótima partida de um companheiro menos famoso.
Talvez para deslanchar e cair nas graças da torcida, o Camacho vá ter que jogar muito mais que o Adryan.
E assim surgem os ídolos no futebol atual.
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