quarta-feira, 5 de outubro de 2011

POLITICAMENTE CHATOS

Após a rodada do fim de semana, voltou aos meios de comunicação a discussão sobre a questão dos gândulas retardarem ou correrem para reinicar o jogo com mais rapidez. O debate do tema ocorreu devido ao que aconteceu no jogo entre São Paulo X Flamengo, quando os gândulas sumiram com as bolas que ficavam atrás do gol do Flamengo nos momentos em que Rogério Ceni cobrava faltas.Faziam isto para não possibilitar o contra-ataque para o time carioca enquanto o goleiro tricolor não voltasse ao seu gol.
Tomados pela moda do discurso politicamente correto,os jornalistas começaram uma série de críticas ao ocorrido, que passou a ser o exemplo de atitude antidesportiva e falta de ética no esporte. O caso chegou a ser levado para o STJD e pode levar o São Paulo a ser punido por isso.  
Vendo os lances e a repercussão sobre eles, a primeira coisa que pensei é que esses jornalistas nunca jogaram futebol na vida. Transformaram um lance banal, algo do jogo, que a equipe faz por jogar em casa, em um ato absurdo, criminoso. Qualquer pessoa que já jogou futebol sabe que retardar o início de jogo alguns segunda faz parte do futebol. Alguns podem achar que esta errado, outros que faz parte de ser visitante no jogo, mas o certo é que é um absurdo o alarde que foi feito sobre o tema.
Quem tem que se incomodar se o gândula demora ou não é o adversário e os torcedores. Assim como ocorreu na partida, cabe aos atletas fazerem o que os jogadores do Flamengo fizeram, que é reclamar com o juiz. É esse o papel que deve servir de protesto e só. No resto, os jogos são um na casa de um time e outro no estádio do adversário, os dois tem as mesmas chances de usar desse mando favorecendo a si, por isso ser mandante é um diferencial. 
Não estou defendendo trapacear, nem que o time visitante mereça passar por várias situações adversas como falta de luz em vestiário e coisas do tipo, mas tem muitas questões que hoje são criticadas de forma efusiva e que quem joga futebol sabe que é natural do esporte. Se a outra equipe se sentir lesada por essa atitude, tem o direito de fazer o mesmo quando ela for mandante do confronto com esta equipe.
Há hoje no futebol uma onda de pensamentos que visam coibir certas atitudes que atrapalham o esporte. Porém, com o intuito de “melhorar” e transformar o futebol em um esporte padrão e exemplar, os organizadores da modalidade estão passando dos limites, atingindo certas esferas que são marcas do futebol. São formas de expressão do esporte que nasceram junto com o primeiro chute em uma bola.
O caso dos gândulas foi simplesmente uma estratégia que o São Paulo utilizou por jogar em casa. Se fosse no Rio, o Flamengo colocaria gândulas extras para adiantar o seu contra-ataque. O time paulista não foi desleal com o adversário, não o desrespeitou nem nada do tipo. Simplesmente usou uma tática por ser o mandante do jogo e que outros clubes usam também quando são mandantes. E os politicamente chatos que passam dias reclamando de coisas banais, fizeram um alarde absurdo sobre algo que é simplesmente uma característica intrínseca ao futebol e que nunca vai acabar. 

2 comentários:

  1. Olha o plágio, ein?
    Hahahahaha! Mas, na boa, discursozinho correto de comentarista é chato demais. O Flamengo reclama, juiz expulsa o gandula e acabou. Isso acontece aqui, no Uruguai e até em outras galáxias que joguem futebol. Antes, agora e sempre. Faz parte do futebol.

    Abs,
    Beto Passeri

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  2. hahahaha eu já achava isso e depois da repercussão dessa parada me revoltei. Talvez estejam falando mais por ser o Rogério que é chato para caramba com esses coisas de fair play, mas isso irritou, só compartilhei idéias hahaha

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